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Saúde

Outubro Rosa: ginecologista alerta para sinais que mulheres não devem ignorar

Médica reforça a importância das consultas de rotina, dos exames preventivos e da atenção aos sinais de alerta

Por Redação Jornal Agora · Redação· 4 min de leitura
Outubro Rosa: ginecologista alerta para sinais que mulheres não devem ignorar

A rotina intensa, as responsabilidades com a família e o medo de receber um diagnóstico podem levar muitas mulheres a adiar os cuidados com a própria saúde. Para a médica ginecologista Carolina Fernandes Borges, porém, o autocuidado precisa ser tratado como uma necessidade, e não como algo secundário. Durante entrevista ao Agora, como parte da campanha Outubro Rosa, a especialista reforçou a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico em todas as fases da vida.

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A campanha é uma oportunidade de ampliar o acesso à informação sobre o câncer de mama, especialmente a importância da mamografia e da identificação precoce da doença. Carolina ressalta, no entanto, que a atenção à saúde feminina não deve ficar restrita ao mês de outubro.

— O Outubro Rosa é uma oportunidade também para a gente falar que não é só em outubro que a gente tem que cuidar da nossa saúde. A saúde da mulher tem que receber atenção durante os 12 meses do ano, não apenas em outubro — destaca.

A médica chama a atenção para um comportamento comum entre as mulheres: priorizar o bem-estar de filhos, companheiros, pais e outros familiares, deixando as próprias necessidades para depois.

— Cuidar de si não é egoísmo, é necessidade. A gente só consegue cuidar do outro quando a gente consegue cuidar da gente primeiro — afirma.

Prevenção em cada fase

A consulta ginecológica deve fazer parte da rotina mesmo quando não há sintomas ou alterações aparentes. Segundo Carolina, a avaliação periódica permite acompanhar a saúde da mulher, identificar possíveis problemas e definir quais exames são necessários em cada situação.

Entre os cuidados preventivos está o rastreamento do câncer do colo do útero, realizado por meio de exames específicos. Já para o câncer de mama, a mamografia é um dos principais recursos de rastreamento. A idade para iniciar os exames pode variar conforme a diretriz considerada e as características individuais da paciente.

— Os demais exames têm que ser individualizados. Então as pacientes, na maioria das vezes, vão precisar de um rastreio metabólico, glicose, hipertensão. E aí isso tem que ser individualizado, sempre com acompanhamento profissional — explica.

As necessidades também mudam ao longo da vida. Na adolescência, a orientação médica envolve vacinação contra o HPV, saúde menstrual e sexual, contracepção e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Na fase adulta, ganham destaque o planejamento familiar e os exames preventivos. Depois da menopausa, a atenção se volta também à saúde óssea, cardiometabólica e sexual, com foco na qualidade de vida.

Sinais de alerta

Alguns sintomas acabam sendo considerados comuns por quem convive com eles há muito tempo. A ginecologista alerta, porém, que cólicas menstruais incapacitantes, sangramento menstrual excessivo acompanhado de fraqueza, dor durante a relação sexual e sangramentos fora do período menstrual precisam de avaliação.

As alterações nas mamas também exigem atenção. Nódulos, retração do mamilo, mudanças na textura da pele e saída de secreção ou sangue pelo mamilo são sinais que devem ser investigados. Após a menopausa, qualquer episódio de sangramento vaginal precisa de avaliação médica.

A especialista ressalta que apresentar um desses sintomas não significa necessariamente ter uma doença grave, mas é importante procurar atendimento para identificar a causa.

— Nem todo sintoma significa que tenha uma coisa grave, mas merece investigação — orienta.

Entre os motivos que levam ao adiamento das consultas, Carolina cita a sobrecarga da rotina, o receio de receber um diagnóstico e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Para ela, reconhecer esses obstáculos é importante para que as mulheres não deixem o próprio cuidado em segundo plano.

Ao encerrar a entrevista, a médica reforçou que a mensagem do Outubro Rosa deve permanecer durante todo o ano: mulheres que cuidam de outras pessoas também precisam reservar tempo e atenção para si mesmas.

Campanha

O Agora realiza uma campanha durante todo o mês de Outubro, com entrevistas com pacientes e especialistas para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e levar informação sobre o câncer de mama, incluindo formas de prevenção, sinais de alerta, diagnóstico e tratamento. A entrevista completa está disponível no Instagram do jornal, pelo perfil @jornal_agora.

A campanha conta com o apoio da Acom, do São João de Deus Complexo de Saúde, da Med Prev, da Botanicals e da Cred+.


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