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Economia

PEC do governo não vai reduzir preços dos combustíveis, aponta presidente do Sindtanque

Por Portal Agora
PEC do governo não vai reduzir preços dos combustíveis, aponta presidente do Sindtanque

Da Redação

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que o governo federal pretende encaminhar ao Congresso Nacional, com o objetivo de baixar os preços dos combustíveis no país, "não deverá servir para nada", na opinião do presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), Irani Gomes.

Ele lembra que, em encontro com Jair Bolsonaro, no dia 4 de agosto de 2021, em Brasília, o presidente adiantou que tinha a intenção de zerar os impostos federais que incidem sobre o preço do óleo diesel a partir de janeiro deste ano.

Para ele, a solução para a questão passa pela extinção da Paridade de Preço de Importação (PPI), adotada pela Petrobras, em 2016, no governo de Michel Temer.

— É preciso voltarmos ao que era antes de 2016, pois o mercado brasileiro não tem capacidade de suportar a precificação baseada no dólar, uma moeda muita cara — disse.

Além disso, o governo federal, que é dono de cerca de 30% da Petrobras deveria opinar e agir para reduzir os altos preços dos combustíveis.

— O governo deveria decretar calamidade econômica no setor de combustíveis, devido aos altos custos do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. E, diante disso, transformar sua parte na Petrobras em um fundo para achatar a curva do aumento dos combustíveis — propõe o presidente do Sindtanque-MG.

Por fim, Irani defende a redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel em Minas, dos atuais 14% para ao menos 12%, percentual que vigora até dezembro de 2010.

Negociações

Na última semana, a diretoria do Sindtanque-MG e de dirigentes de entidades representativas dos transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Distrito Federal estiveram em Brasília para tratar da redução dos preços dos combustíveis.

Na terça-feira, 1º, os dirigentes se reuniram com a equipe do Ministério das Minas e Energia. Na reunião, representantes do Ministério se comprometeram a ajudar o setor no que for possível, dentro de suas atribuições, que são: manter a segurança na energia, segurança no produto e segurança ao consumidor.

Petrobras

Ao longo da semana passada, o Sindtanque-MG continuou tentando uma reunião com a presidência da Petrobras, para debater a atual política de aumentos dos combustíveis praticada pela estatal.

— A Petrobras precisa agir com transparência e apresentar à sociedade o acordo assinado em 2016, com o então presidente Michel Temer, que resultou na adoção da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que considera nos cálculos dos reajustes dos combustíveis as variações cambial e da cotação do petróleo internacional. Precisamos conhecer o teor desse acordo — insiste Irani.

Estado de greve

Sem medidas concretas por parte do governo federal e da Petrobras para reduzir os preços dos combustíveis, especialmente do óleo diesel, o Sindtanque-MG e as demais entidades sindicais decidiram retomar o "estado de greve" no setor, preparatória a uma greve nacional dos transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo, por tempo indeterminado.

— Sempre apostando nas negociações, suspendemos a greve no final de fevereiro. Mas, como não houve avanços, voltamos a convocar e a mobilizar os transportadores para cruzarem os braços a qualquer momento — avisa o dirigente.



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