Prefeito segue no limite de suas nomeações

Da Redação
Mesmo com um rombo de mais de R$ 80 milhões nos cofres da Prefeitura de Divinópolis, por causa dos atrasos do Governo do Estado, o prefeito Galileu Machado (MDB) mantém as nomeações dos cargos comissionados no limite. Ao todo, o Poder Executivo tem 221 cargos comissionados criados por lei, e destes, 216 estão preenchidos. Conforme informações do Portal da Transparência, dos 216 cargos comissionados, apenas 86 são ocupados por servidores de carreira do Município; 130 são de livre nomeação.
Ainda conforme o Portal da Transparência, apenas as secretarias de Saúde, Desenvolvimento Social, Administração, e o gabinete do prefeito tem cargos a serem preenchidos. A vaga do gabinete do prefeito que se encontra em aberto, inclusive, é a de assessor especial, ocupada anteriormente por Fausto Barros. O ex-assessor foi afastado do cargo pelo Ministério Público (MP) em junho do ano passado, e logo depois pediu exoneração. O Agora apurou ainda, que a secretaria com o maior número de vagas é a de Saúde. A pasta dispõe de 29 cargos comissionados, e destes 27 estão preenchidos, sendo que 16 são ocupados por servidores efetivos.
Já o gabinete do vice-prefeito tem apenas quatro vagas, e todas são ocupadas por servidores de livre nomeação. A segunda pasta com maior número de cargos comissionados é a Secretaria Municipal de Obras Públicas. A pasta tem 23 vagas, nenhuma disponível, e apenas três destes cargos são ocupados por servidores de carreira.
Promessas
Três meses após assumir a Prefeitura de Divinópolis, Galileu já havia nomeado 210 cargos comissionados. Na época, o procurador-geral do Município, Wendel Santos alegou que as nomeações foram necessárias, pois o chefe do Executivo não teve transição de governo, devido a sua situação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em abril do ano passado, em uma coletiva de imprensa, o procurador, junto com a secretária municipal de Fazenda, Suzana Dias, e a de Administração, Raquel Feitas anunciaram que a Prefeitura estava elaborando uma reforma administrativa, que previa corte de cargos comissionados, dentro de um pacote de economia.
Em agosto deste ano, o Poder Executivo conseguiu aprovar na Câmara o Projeto de Lei 047/2018, que dispõe sobre a reforma administrativa da Prefeitura. Logo após a aprovação da proposta, o líder do governo, o vereador Rodrigo Kaboja (PSD), informou que o projeto de lei previa uma economia de apenas R$ 1.897 anuais, nos cofres públicos do Município.
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