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Política

‘Ainda não tem nome definido’: Cleitinho planeja definir secretariado em breve 

Governador eleito afirma que processo começou na sexta-feira e pretende montar equipe técnica e competente para 

Por Gabriela Lara · Redação· 4 min de leitura
‘Ainda não tem nome definido’: Cleitinho planeja definir secretariado em breve 

A transição de governo em Minas Gerais começou com discussões sobre a situação administrativa e financeira do Estado e o planejamento das ações para o próximo mandato. O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou, em entrevista ao Agora no último domingo, 25, que os trabalhos começaram na sexta-feira, 23, com a primeira reunião entre a equipe de Cleitinho e representantes do governo de Simões e terão continuidade até dezembro. Segundo ele, a definição dos nomes que ocuparão as secretarias estaduais deverá começar na semana seguinte à entrevista.

Cleitinho foi eleito no primeiro turno das eleições de 2026, com 55,40% dos votos válidos, e assumirá o comando do Executivo estadual em janeiro de 2027. O processo de transição foi iniciado pelo governo de Minas Gerais em 6 de outubro, dois dias após a realização do primeiro turno.

Durante a entrevista, o governador eleito afirmou que a transição está em andamento e demonstrou confiança na preparação para assumir a administração estadual. 

— A gente começou sexta-feira e vai dar andamento agora até dezembro, se Deus quiser. Vai dar certo, já está dando — declarou.

A etapa de transição tem como objetivo permitir o levantamento de informações sobre o funcionamento da administração pública, a situação das diferentes áreas do governo e os pontos que precisarão ser considerados pela nova gestão. Na entrevista, Cleitinho destacou que as conversas já começaram, mas afirmou que ainda não havia nomes definidos para compor o secretariado.

Definição do secretariado

A escolha dos integrantes da equipe de governo deverá avançar a partir da próxima semana, conforme informou Cleitinho. Questionado sobre a existência de indicações ou nomes já considerados para ocupar as secretarias estaduais, ele afirmou que o processo ainda não havia começado.

— Ainda não. A gente vai começar a fazer esse processo a partir da semana que vem. Ainda não tem nome definido — disse.

O governador eleito também apresentou os critérios que pretende adotar na formação da equipe responsável pela administração estadual. Segundo ele, a intenção é reunir profissionais com capacidade técnica e competência para conduzir as diferentes áreas do governo.

Ao comentar a situação financeira de Minas Gerais, Cleitinho afirmou que já esperava encontrar dificuldades fiscais ao assumir o Executivo. Apesar disso, declarou que o cenário não representa um motivo de preocupação para ele e defendeu a organização da administração estadual como parte do trabalho previsto para o próximo mandato.

— É trabalhar, arregaçar as mangas, colocar um secretariado técnico, em secretariado competente, que a gente tira Minas Gerais da situação — afirmou.

O governador eleito também ressaltou a necessidade de mudar a forma como a situação econômica do Estado é apresentada a possíveis investidores. Para ele, a divulgação recorrente de que Minas Gerais está quebrado pode prejudicar o interesse de empresas em desenvolver atividades no território mineiro.

Situação fiscal 

Durante a entrevista, Cleitinho reconheceu que a situação fiscal do Estado será um dos desafios de sua administração, mas argumentou que Minas Gerais possui uma economia diversificada e capacidade de produção que podem contribuir para o desenvolvimento.

— Eu já sabia que ia pegar um estado com a situação fiscal complicada, um estado que está quebrado, mas eu já sabia disso. Então, não me preocupa nada — declarou.

Na avaliação do governador eleito, a recuperação da capacidade administrativa e econômica do Estado passa pela organização das contas e pelo trabalho da futura equipe de governo. Ele também mencionou a importância de apresentar Minas Gerais a partir de suas potencialidades econômicas, em vez de concentrar a comunicação pública nas dificuldades financeiras.

Cleitinho citou a posição de Minas Gerais entre as maiores economias brasileiras e destacou a produção de café e leite como exemplos da relevância econômica do Estado. A declaração foi acompanhada pela defesa de medidas voltadas à organização da administração estadual a partir do início do mandato.

— Então, tem que tirar essa energia. O Estado é a terceira maior economia do Brasil, a gente é o que mais produz café no mundo, o que mais produz também é leite. No Brasil, nosso Estado é um Estado rico. Então, é organizar a casa e começar a trabalhar a partir de janeiro e fazer um Estado melhor — afirmou.

A formação do secretariado, portanto, aparece entre as próximas etapas anunciadas pelo governador eleito. A partir da definição dos responsáveis pelas secretarias, a futura gestão deverá estruturar as prioridades administrativas para o início do mandato, previsto para janeiro de 2027.

Diálogo com os servidores públicos

A relação com os servidores públicos também foi abordada durante a entrevista. Questionado sobre possíveis preocupações relacionadas à categoria, Cleitinho afirmou que pretende manter o diálogo com os trabalhadores do Estado e destacou a participação deles no funcionamento da administração pública.

O governador eleito afirmou que os servidores são fundamentais para a execução das atividades governamentais e defendeu a valorização da categoria. Segundo ele, a condução desta relação deverá ocorrer por meio de conversas com os profissionais.

— Não me preocupa, eu tenho que dialogar com os servidores, são um patrimônio do Estado, é ela que faz a máquina funcionar, a gente vai dialogar para poder valorizar cada um deles — declarou.


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