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Política

Urnas eletrônicas são auditadas antes do segundo turno; entenda como funciona

Promotor de Justiça explica os procedimentos de fiscalização e orienta eleitores sobre a identificação de informações falsa

Por Redação Jornal Agora · Redação· 3 min de leitura
Urnas eletrônicas são auditadas antes do segundo turno; entenda como funciona

O segundo turno das eleições de 2026 será realizado no próximo domingo, 25, e a confiabilidade das urnas eletrônicas continua sendo alvo de questionamentos. Para esclarecer dúvidas sobre a segurança do sistema de votação, o coordenador do Centro de Apoio Eleitoral (Cael) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Vinícius Bigonha, explica como funcionam os testes de integridade e quais instituições acompanham o processo eleitoral.

O promotor de Justiça detalha os mecanismos de auditoria e destaca a participação de diferentes entidades na fiscalização, desde a escolha dos equipamentos até a conferência dos resultados.

Fiscalização das urnas

O Ministério Público Eleitoral acompanha as auditorias por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, que indica representantes para a comissão responsável no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e dos promotores de Justiça designados para atuar nas zonas eleitorais.

Segundo Bigonha, o acompanhamento pode incluir a escolha das urnas, o sorteio realizado na véspera da eleição, o transporte dos equipamentos, a votação e a conferência final. Além do MPMG, partidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal e outras instituições também fiscalizam o processo.

Como funciona o teste

O teste de integridade consiste em uma votação simulada realizada com uma urna eletrônica real, retirada de uma seção eleitoral. Cédulas de papel são preenchidas com votos em candidatos reais e depositadas em urnas de lona lacradas.

Após o sorteio dos equipamentos, realizado na véspera da eleição, as cédulas são abertas e lidas no dia da votação. Os votos são registrados em um sistema de apoio e inseridos na urna eletrônica, reproduzindo uma votação paralela à oficial.

Ao final, o resultado eletrônico é comparado com a soma dos votos nas cédulas de papel. O procedimento é filmado, monitorado por câmeras, aberto ao público e transmitido pela internet, permitindo o acompanhamento pelas entidades fiscalizadoras.

Segundo Bigonha, desde a implementação do teste, não houve divergência entre os votos registrados e o resultado apresentado pelas urnas submetidas à auditoria.

— E a verdade é que desde a implementação desse teste, em nenhum momento houve diferença entre aquilo que foi lançado na urna e aquilo que a urna deu como resultado final. Não há notícia de qualquer irregularidade, qualquer diferença nesses votos — afirma.

Sorteio das urnas

O sorteio das urnas é realizado na véspera da eleição e transmitido ao público. Na madrugada do dia da votação, os equipamentos selecionados em diferentes regiões de Minas Gerais são encaminhados a Belo Horizonte, inclusive por avião, para a realização dos testes.

A auditoria ocorre durante o mesmo horário da votação oficial e conta com transmissão pela internet, por meio do YouTube.

Bigonha também destaca a importância do boletim de urna, documento impresso e afixado antes da transmissão dos dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O registro permite conferir o resultado apresentado pelo equipamento antes do envio das informações.

Combate à desinformação

Diante da circulação de informações falsas sobre as eleições, o promotor ressalta que questionamentos são legítimos quando há compromisso com os fatos. Ele orienta os eleitores a consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral e verificar informações antes de compartilhá-las.

— Questionar é legítimo. O que diferencia uma dúvida legítima de uma acusação sem provas é o compromisso com os fatos — destaca.

Em caso de suspeita de irregularidade, o cidadão pode procurar a promotoria eleitoral de sua zona, registrar denúncia no site da Ouvidoria do Ministério Público ou buscar o cartório eleitoral. Se houver um crime eleitoral em andamento, a orientação é acionar a polícia.

Orientação ao eleitor

Às vésperas do segundo turno, Bigonha recomenda que a população busque informações sobre o funcionamento do sistema de votação e os mecanismos de fiscalização, evitando compartilhar conteúdos alarmistas sem verificar sua veracidade.

— Tenha confiança no processo eleitoral, procure se informar, porque as informações prestadas pela Justiça Eleitoral dão conta dessa regularidade de todo o processo e que, nesses dias agora que antecedem o segundo turno, ele vá tranquilo, deposite o seu voto em urna com tranquilidade e confie na democracia — concluiu o promotor.


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