PSL pode anunciar candidato à Prefeitura amanhã em reunião

Maria Tereza Oliveira
O primeiro aspirante à cadeira da Prefeitura deve estar próximo de oficializar sua pré-candidatura. O empresário Fernando Malta (PSL), presidente da comissão provisória do partido na cidade, pode cravar seu nome durante o encontro regional da sigla em Divinópolis, marcado para amanhã, às 10h. O evento vai reunir filiados e representantes políticos do partido, incluindo deputados. Ao Agora, o possível pré-candidato revelou detalhes sobre a provável chapa e como anda o PSL da região após a desfiliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
PSL pós-Bolsonaro
Desde quando o presidente Jair Bolsonaro anunciou sua saída do PSL e a criação de um novo partido, seus apoiadores aguardam para se filiarem à nova legenda. Malta, no entanto, revelou que, ao menos neste ano, o Aliança Pelo Brasil – partido que Bolsonaro tenta fundar – não é uma possibilidade para quem pretende se candidatar a algum cargo no pleito de outubro.
— A gente tinha conhecimento de que o Aliança Pelo Brasil não ficaria estruturado juridicamente a tempo das eleições deste ano. Ele está se fazendo para as eleições de 2022. Iniciamos o trabalho no PSL junto ao Bolsonaro quando fundamos o partido em Divinópolis, em apoio a ele. Sabendo da impossibilidade de o Aliança se compor para essas eleições, optamos pela permanência no PSL. Este é um dos partidos com maior tempo de TV no país. Nós não poderíamos perder isso porque precisamos expor nossas ideias, expor para população o que poderemos fazer por Divinópolis — argumentou.
Fernando Malta coordenou a campanha de Bolsonaro da região e ainda é um dos seus principais apoiadores. Apesar de permanecer no PSL, afirma que seguirá e apoiará o presidente, independentemente de sigla partidária.
— A gente vem fazendo um trabalho em nível estadual pró-Bolsonaro há dois anos e continuamos com ele, independente de questão partidária. Ele [Bolsonaro] teve um desconforto com o presidente do partido [Luciano Bivar], não com as pessoas que o integram, tanto que, no Brasil, a maioria das pessoas que estavam continuaram no PSL para eleições municipais — explicou.
Corrida eleitoral
O empresário admitiu que seu nome é o favorito do PSL para disputar a Prefeitura.
— Fui realmente o indicado por toda a cúpula do partido, desde antes de o Bolsonaro sair, para disputa da Prefeitura. Estamos com o nome à disposição do grupo e provavelmente será o escolhido para a disputa — revelou.
De acordo com Fernando, o intuito do partido que ele preside é deixar que a população entenda as ideias e propostas.
— Diferente de outros políticos, que querem saber o que pode ser feito para eles, nós queremos voltar o ar progressista para Divinópolis. Ter orgulho de se chamar de “Princesinha do Oeste”, que sumiu do mapa. Vamos resgatar e colocar a cidade de volta nos trilhos do progresso — prometeu.
Conforme Malta, formação de chapa será definida nos próximos 15 dias, mas é certo que o partido terá disputa à Prefeitura.
— Agora nós vamos definir se vamos de carreira solo: um grupo só do PSL; ou se vamos compor a chapa com alguém. Mas uma coisa a população pode ter certeza: a velha política não terá espaço no PSL. Não deixaremos ninguém envolvido na velha política, como os atuais vereadores – nada contra eles – mas queremos renovação, então temos um grupo totalmente diferenciado do que temos hoje — cutucou.
Encontro
O evento de amanhã é aberto ao público e Malta convidou a população para “confraternizar” e explicou que é uma oportunidade de levar a conhecimento público as propostas do PSL para Divinópolis.
— Em ano de eleição, a população precisa se atentar e se inteirar para que não erre e coloque pessoas que não deveriam, mas estão no poder. Nós estamos fazendo um trabalho com um grupo interessado a se candidatar a um cargo no legislativo, além de pré-candidatos a prefeito. É mais uma confraternização para que exista uma interação com a população, não só de Divinópolis, como em âmbito regional — apontou.
Trajeto
Bolsonaro anunciou a fundação do Aliança pelo Brasil em novembro passado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro passo para a criação de um partido é obter a assinatura de 101 fundadores, distribuídos em pelo menos nove estados. Em seguida, deve-se registrar a legenda no TSE.
Esse registro é provisório e se concretiza com o apoio formal da quantidade de eleitores correspondente a 0,5% dos votos dados na última eleição a toda a Câmara dos Deputados, sem os brancos e os nulos.
Ao todo, são necessários pouco menos de 500 mil eleitores para o registro. Após cumprir todas as formalidades, o partido pode participar de eleições, receber dinheiro do fundo partidário e ocupar o horário político no rádio e na TV. Em Divinópolis, o vereador Sargento Elton (Patriota) começou a colher as assinaturas no mês passado.
Outras candidaturas
Apesar de diversos nomes nos bastidores, o Cidadania é o único a cravar que terá uma chapa nas próximas eleições. O deputado federal Fabiano Tolentino (CDN) revelou que o partido terá representante na corrida pelo Executivo divinopolitano. De acordo com ele, o nome favorito é o do deputado estadual Cleitinho Azevedo (CDN). Por outro lado, a assessoria de Cleitinho alega que não há posicionamento em relação a isso. Tolentino também contou que, caso seja necessário, disponibiliza seu nome para concorrer à Prefeitura, com Azevedo indicando o vice.
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