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Saúde

Queda na demanda encerra atividades de ambulatório de dengue em Divinópolis

Equipe de 12 profissionais será remanejada para reforçar unidades básicas e serviços especializados; atendimento continua na rede municipal

Por Jonny Reisle · Redação· 3 min de leitura
Queda na demanda encerra atividades de ambulatório de dengue em Divinópolis

A queda na procura por atendimentos de pacientes com suspeita de dengue, outras arboviroses e doenças respiratórias levou à desmobilização do ambulatório temporário destinado exclusivamente a esses casos em Divinópolis. A estrutura encerrou as atividades nesta terça-feira, 13, conforme planejamento da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Com a medida, os profissionais que atuavam no serviço serão remanejados para reforçar outros pontos da rede municipal, incluindo unidades de atenção primária e serviços especializados.

Queda nos números

Segundo a secretária municipal de Saúde, Sheila Salvino, a decisão foi tomada após o monitoramento dos atendimentos ao longo dos últimos meses. Inicialmente, o ambulatório funcionava todos os dias da semana, durante 12 horas por dia. Com a redução da demanda, o atendimento aos fins de semana foi suspenso e, posteriormente, a Secretaria optou pelo encerramento da estrutura temporária.

— Em média, o ambulatório estava registrando cerca de 19 atendimentos para uma equipe que era bem superior a uma unidade de saúde convencional — explicou. 

A estrutura contava com sete técnicos de enfermagem, três enfermeiros e dois médicos, totalizando 12 profissionais.

De acordo com a secretária, o volume de pacientes passou a ser baixo diante da capacidade de atendimento disponível. Por isso, a avaliação da Semusa foi de que os profissionais poderiam contribuir de maneira mais efetiva em outros serviços municipais.

Atendimento continua

A desmobilização do ambulatório não significa o fim da assistência aos pacientes com sintomas de dengue e outras arboviroses ou doenças respiratórias. Conforme a Prefeitura, os atendimentos continuam normalmente nas unidades básicas de saúde (UBSs) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de acordo com a gravidade dos sintomas.

Sheila orienta que pessoas com sintomas leves procurem a unidade básica de saúde de referência. Já os pacientes que apresentarem sinais mais graves devem buscar atendimento de urgência na UPA.

A secretária avalia que o encerramento do ambulatório não deve provocar impacto significativo na demanda dos demais serviços, caso o cenário epidemiológico permaneça estável. Segundo ela, como a estrutura recebia, em média, 19 pacientes por dia e atendia moradores de toda a cidade, a redistribuição desse público não deve representar aumento expressivo no volume de atendimentos das unidades.

— Se a gente pensar que esse ambulatório atendia pessoas da cidade inteira, então não dá nenhum paciente a mais por dia para as unidades — afirmou.

Monitoramento

Apesar da queda na demanda, a Semusa continuará monitorando os indicadores epidemiológicos e o volume de atendimentos. A secretária ressalta que o cenário pode mudar nos próximos meses, especialmente com a chegada do período chuvoso e do verão, quando costuma aumentar a circulação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.

— Se percebermos um movimento de aumento de casos com impacto nas unidades, automaticamente criaremos outra mobilização e instituir outro ambulatório para poder ser esse terceiro ponto de assistência — explicou Sheila.

A possibilidade de reativação faz parte da estratégia da Secretaria, que prevê ampliar a capacidade de atendimento quando houver aumento da demanda e redistribuir os profissionais quando a procura diminuir.

O ambulatório foi implantado como uma medida temporária para reforçar a assistência durante períodos de maior circulação de doenças respiratórias e arboviroses. Conforme a Prefeitura, a estrutura cumpriu esse papel ao ampliar a capacidade de atendimento em um momento de maior necessidade.

A orientação é que a população continue procurando atendimento diante de sintomas suspeitos, utilizando as UBSs para casos leves e a UPA para situações de urgência. 


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