Segunda Musical com concerto especial que celebra o barroco

Da Redação
O programa reuniu obras de Johann Sebastian Bach e canções do cancioneiro brasileiro em diálogo com o espírito barroco. Dividindo o palco com o cravista e servidor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Antonio Carlos Magalhães e o violoncelista Robson Fonseca, a A saxofonista e compositora mineira Maria Bragança propôs uma experiência estética que uniu tradição e contemporaneidade.
A artisa apresentou o concerto “Alma Barroca – série II: o Barroco na luz do século XXI”, no Segunda Musical Especial.
— Somos um povo barroco. O barroco, no Brasil, não se restringe a uma época histórica, mas faz parte da nossa essência. Bach é o grande arquiteto da música ocidental, e este concerto busca trazer sua obra para a luz do século XXI, também através de novas transcrições — disse.
Segunda edição
A proposta dá continuidade ao álbum e concerto “Alma Barroca – série I”, realizado em 2002, que levou a música barroca brasileira e europeia a palcos das cidades de Colônia e Munique, na Alemanha, e de Viena, na Áustria.
Para a saxofonista, a música de Bach é atemporal.
— Sua obra é baseada em uma geometria perfeita. Sem dúvida, nós brasileiros temos uma alma barroca. Como escreveu Adélia Prado: ‘Somos de barro e oco, somos barrocos’.”
O concerto também visa resgatar a memória afetiva do Brasil.
— As árias são densas e intensas e o cancioneiro popular faz parte da nossa memória, de um Brasil profundo”—completa.
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