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Política

Sem decisão 

Sem decisão 

O martelo foi batido e Rodrigo Pacheco vai mesmo migrar para o PSB. Não é segredo que desde a filiação do governador Mateus Simões ao PSD, ele deu sinais claros que não ficaria. Portanto, isso não significa que o senador disputará o governo de Minas, como é a vontade do presidente Lula (PT). O presidente nacional do partido, Edinho Silva, sinalizou, inclusive, no último dia 10, a correligionários, que Pacheco teria dito sim para a disputa do Palácio Tiradentes. Porém, o grupo do senador prega cautela e revela que por enquanto, não há nada certo. E pelo visto, essa decisão não sairá por agora, se sair!

Outras siglas 

O PSB não foi o único partido a querer Rodrigo Pacheco nos seus quadros. O MDB o convidou, mas alguns fatores impediram as articulações. O União Brasil foi outro que investiu no senador. E olha que o diretório estadual está nas mãos do deputado federal Rodrigo de Castro, seu aliado. Além disso, outro grupo de parlamentares bem próximos de Pacheco estão em busca de outras legendas, visto que existe um acordo para que políticos ligados a Pacheco não sejam candidatos na chapa do PSB. Exemplo da medida é que Luiz Fernando Faria deve ser filiar ao PSDB, enquanto Igor Timo pode fechar com o União Brasil. Mudanças ainda em construção que justificam o atraso na decisão sobre uma chapa ao governo de Minas.

Está otimista 

Está é a posição da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que disse neste domingo, 29, durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado, com a presença de Edinho Silva, estar “muito otimista” com o anúncio da pré-candidatura de Pacheco a principal cadeira do Executivo em Minas. Na sua opinião, a prioridade neste momento é consolidar a articulação política em torno do nome do senador antes da definição completa da chapa. Afirmou ainda estar disposta a percorrer o estado em uma agenda de mobilização política em torno do nome de Pacheco. 

Cleitinho na mira 

Enquanto isso, o presidente do PT, Edinho Silva, revelou no evento de domingo, em Minas, que gostaria de conversar com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e defendeu o diálogo em pontos de convergência. Segundo ele, política se faz com conversa. Por isso, não justifica não conversar com o senador,  o que não significa uma aliança. Nós respeitamos a base social que conversa com Cleitinho. Cleitinho que milita pela direita, tem defendido algumas medidas do governo Lula que, segundo ele, são em prol da população. O divinopolitano vem liderando todas as pesquisas para o governo de Minas, mas ainda não lançou nem pré-candidatura, apesar de afirmar que entrará na disputa. O certo, até o momento, é que ele já fez convite para um vice e irá apoiar Flávio Bolsonaro para presidente. 

Troca-troca 

Ainda dentro das mudanças de partido, prazo que termina no próximo dia 4, muitos deputados mineiros entraram na onda. Para se ter uma ideia da movimentação, dos 53 deputados federais por Minas, oito já mudaram. Mas, outras ainda devem ocorrer. A legenda mais significativa ocorreu no PL, a maioria pensando na votação de Nikolas Ferreira. Com isso, a bancada cresceu. A do PT, por sua vez, continuou com a mesma quantidade. Outros, como PSD, PP e União Brasil, tiveram aumento também, mesmo que pequeno. Além da votação de outubro, os parlamentares e partidos estão de olho na eleição das bancadas para a Câmara federal, considerada importante, já que determina valores dos fundos partidário e eleitoral, por exemplo. Ou seja: sempre os interesses próprios em primeiro lugar. 

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