Sem remédio

Desmandos, falta de preparo e projetos copiados. É o que se vê hoje no meio político brasileiro. Desesperador. Mas, isso, lamentavelmente, é o mínimo. A situação do país é complexa e marcada por desafios significativos. A corrupção, a polarização ideológica e a desconfiança nas instituições governamentais são alguns dos principais problemas que afetam o povo sofrido desta nação. E, com tudo isso, de dois em dois anos ainda tem eleição. O eleitor está lá, firme nas urnas escolhendo o menos pior. Ano que vem tem mais uma. E para piorar: sem nenhuma perspectiva de melhora. Doído? Demais. Porém, ainda, sem nenhum antídoto que possa pelo menos minimizar tanta praga.
Principais desafios
Não resta dúvida que é a corrupção. Um dos principais obstáculos para o desenvolvimento do Brasil, com escândalos como a operação “Lava Jato”, e que faz a população perder confiança nas autoridades. E não escapa nenhum poder. O Executivo, Legislativo e Judiciário têm caminhado para um caminho praticamente sem volta. É óbvio que tem suas exceções. O problema é que a maioria que não sabe discernir, coloca todo mundo no mesmo balaio. É pior prática na política, pois tira a dignidade daqueles que pagam o salário “gordo” dos seus algozes. No entanto, a polarização ideológica não fica para trás. A queda de braço entre grupos de direita e de esquerda segue em evidência, gerando conflitos e dificultando a busca por consensos e soluções para os problemas do país. Sem falar da instabilidade institucional, com trocas frequentes de poder e falta de transparência. Prática que contribui para um cenário de incerteza e descontentamento generalizado.
Impacto econômico
Tempo vai, tempo vem, eleições e escolhidos para os cargos, passam. O que insiste em ficar são as sequelas e mazelas deixadas por aqueles que fazem do poder uma oportunidade de beneficiar a si próprio e seus comparsas perpetuando a crise política. O resultado é a economia atingida em cheio, com impactos negativos na confiança por parte dos empresários e a instabilidade institucional. Para além disso, tem a paralisação de pautas fiscais e a desconfiança dos investidores, em especial, os internacionais. As consequências estão aí “a olho nu”. O problema é que os “espertos” se fingem de cegos, inclusive a população.
Despreparados
Não resta dúvida que um dos principais responsáveis por este cenário que aí está é o despreparo de candidatos e eleitos. Não possuem habilidade ou conhecimento necessário para gerenciar os recursos públicos de forma eficaz, levando a desperdício e ineficiência. A falta de preparo pode ainda tornar os candidatos mais vulneráveis à corrupção, explodindo os escândalos que terminam no prejuízo à população. Para não ir muito além, é notório que o despreparo da maioria cria instabilidade política, levando a crises e conflitos que afetam a governabilidade do país respingando diretamente em quem? No patrão: o povo.
Perspectivas
Elas existem? Apesar de a maioria não ter qualquer tipo de esperança, existem aqueles que acreditam que ela é a última que morre. A tarefa não é fácil. Para superar estes desafios que todo mundo está enjoado e cansado de ver, é necessário que as lideranças políticas e a sociedade civil trabalhem juntas em busca de uma forma — que seja mágica —para que, finalmente, este Brasil varonil dê a seu povo o retorno que ele merece.
Passou
E dentro do contexto, candidatos, eleições, é bom que o eleitor mineiro fique de antena ligada nos candidatos a deputado estadual no próximo ano. Provavelmente quase todos que estão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) devem buscar uma reeleição. E entre eles, estarão os que votaram favorável para derrubar o voto popular sobre a privatização da Copasa. Tiraram o direito do povo de opinar se a companhia deve ser vendida ou não. Como isso, o projeto foi aprovado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária nesta terça-feira, 25, e já pode ser votado em primeiro turno no plenário da Casa. A previsão é que as discussões entre os deputados comecem nesta quarta-feira. Ou seja, será mais rápido do que se imagina. É o dito em tópico acima. Quando o interesse é próprio, a coisa anda.
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