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Sexta onda de calor atinge Minas Gerais e traz tempo seco a Divinópolis

Sexta onda de calor atinge Minas Gerais e traz tempo seco a Divinópolis

Da Redação

Na reta final do inverno, o Brasil será atingido pela sexta onda de calor de 2025. Entre os dias 18 e 22 deste mês, Minas Gerais será um dos estados mais afetados pelo fenômeno, segundo a empresa de meteorologia Climatempo.

De acordo com mapas de referência, algumas regiões mineiras devem registrar aumento de 3°C a 5°C acima da média, enquanto outras enfrentarão temperaturas até 5°C acima do esperado para o período. O mês de setembro já é marcado pelo aquecimento gradual do ar, pelo maior número de horas de sol e pela ausência de frentes frias vindas do Sul, o que potencializa os efeitos do calor.

Previsão em Divinópolis

Em Divinópolis, a semana será marcada por dias quentes e baixa umidade do ar, dentro do contexto da onda de calor que atinge Minas Gerais.

  • Quarta-feira - 17: sol com algumas nuvens e sem previsão de chuva. Temperaturas variam entre 17°C e 32°C. A umidade relativa do ar oscila entre 32% e 83%.
  • Quinta-feira -18: sol pela manhã e aumento de nuvens no período da tarde. À noite, o céu segue nublado, mas não chove. A mínima será de 17°C e a máxima de 32°C. A umidade varia entre 32% e 87%.
  • Sexta-feira - 19: sol entre nuvens com névoa ao amanhecer. À noite, poucas nuvens. As temperaturas vão de 18°C a 32°C, com umidade variando entre 34% e 83%.
  • Sábado - 20: predomínio de sol com algumas nuvens e sem registro de chuva. Mínima de 18°C e máxima de 32°C. A umidade oscila entre 33% e 85%.
  • Domingo - 21: sol e muitas nuvens à tarde. A noite o céu ainda fica com muita nebulosidade, mas não chove.  Temperaturas variam entre 19°C e 34°C.  A umidade relativa do ar oscila entre 28% e 70%.
  • Segunda - 22: sol e muitas nuvens à tarde. À noite o céu ainda fica com muita nebulosidade, mas não chove. A mínima será de 22°C e a máxima de 32°C. A umidade varia entre 32% e 89%.

Tempo seco e riscos à saúde

A baixa umidade do ar, aliada ao calor intenso, acende o alerta para problemas respiratórios. O pneumologista Jander Castro explica que o ar seco também concentra poluentes, dificultando a dissipação da poluição atmosférica.

—  Quando o ar está muito seco, ele também costuma ficar muito sujo, porque a poluição não consegue se dissipar. Além disso, há grande variação térmica: noites e manhãs frias e dias mais quentes. O nariz não consegue limpar, umidificar e aquecer o ar adequadamente, e isso facilita a entrada de partículas secas, frias e poluídas nas vias respiratórias — explica.

Segundo o especialista, esse cenário favorece crises de rinite, sinusite, bronquite e asma, além de agravar doenças crônicas como enfisema pulmonar. 

— Tosse, falta de ar, congestão nasal, coceira na garganta e secreção são os sintomas mais comuns. Em situações de infecção, podem surgir febre, dores no corpo, cansaço e perda de apetite. A procura por atendimento médico aumenta em até 90% nessa época do ano — completa. 

Orientações

Para amenizar os efeitos do ar seco, o médico orienta a adoção de medidas simples no dia a dia:

  • Hidratação constante: ingerir água, sucos e chás ao longo do dia.
  • Ambientes limpos e arejados: evitar poeira acumulada em casa e no trabalho, com limpeza regular utilizando pano úmido.
  • Controle da poeira nos quartos: bater travesseiros e cobertores diariamente, guardando-os no armário durante o dia.
  • Umidificação do ar: utilizar umidificadores ou improvisar com toalhas molhadas e recipientes com água próximos à cama.
  • Acompanhamento médico: manter consultas regulares para pacientes com doenças respiratórias e seguir corretamente os tratamentos prescritos.

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