STF mantém validade de gravações de Gleidson Azevedo em operação sobre corrupção na Câmara de Divinópolis
Ex-vereadores foram condenados a longas penas por exigir propina em troca de aprovação de projetos de zoneamento urbano

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou uma reclamação impetrada por um dos condenados na Operação Gola Alva, investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Divinópolis. A defesa buscava anular provas obtidas por meio de gravações feitas pelo ex-prefeito Gleidson Azevedo (Republicanos). A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 31, pelo ministro Cristiano Zanin.
Esquema de propina
A denúncia levada ao Ministério Público pelo ex-prefeito desvendou um esquema de corrupção com participação de dois ex-vereadores de Divinópolis, Rodrigo Kaboja e Eduardo Print Júnior. Segundo as investigações, os vereadores exigiam propina de empresário para aprovação de projetos relativos ao zoneamento urbano municipal.
A defesa de um dos condenados pedia a anulação das gravações, alegando que a captação foi feita sem prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público, circunstância que, segundo o advogado, só poderia ser usada pela defesa, nunca pela acusação. Zanin rejeitou o pedido e destacou que a decisão seguiu a jurisprudência consolidada do STF (Tema 237), que garante a legalidade de gravações feitas por um dos interlocutores mesmo sem o conhecimento do outro.
Condenações
Em maio de 2025, a Justiça já havia condenado os dois vereadores e um empresário envolvidos no esquema. O TJMG sentenciou Rodrigo Kaboja a 27 anos de prisão em regime fechado e multa de R$ 212 mil, enquanto Eduardo Print Júnior recebeu 13 anos e quatro meses de prisão e multa de R$ 120 mil. Ambos perderam os direitos políticos e foram proibidos de acessar as dependências da Câmara de Divinópolis..
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