"Tarifaço de Trump": Brasil e China criticam sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e cobre

Da Redação
A decisão do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de impor uma alíquota de 50% sobre produtos brasileiros importados e sobre o cobre — metal estratégico para a transição energética — gerou reações firmes do Brasil e da China. Nesta quinta-feira, 10, o governo chinês criticou a medida, classificando-a como "arbitrária" e contrária aos interesses globais.
— Sempre fomos contra a expansão exagerada da noção de segurança nacional — afirmou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
— Nossa convicção sempre foi que a implementação arbitrária de taxas não atende aos propósitos de nenhuma das nações — complementou.
A sobretaxa, anunciada por Trump na quarta-feira, 09, e prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, foi justificada como uma medida de "segurança nacional". O cobre, essencial para tecnologias verdes e inovações industriais, tem o Chile como maior produtor mundial, mas a tarifa também afeta exportações brasileiras.
Resposta brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à medida, classificando-a como "unilateral" e afirmando que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
— Não aceitaremos decisões que prejudiquem nossos setores produtivos sem que haja uma resposta proporcional — declarou.
Analistas econômicos alertam que a medida pode desencadear uma guerra comercial, afetando cadeias globais de suprimentos e pressionando os preços de commodities. Enquanto isso, a China reforçou sua posição contrária a barreiras protecionistas, defendendo o comércio multilateral como solução para conflitos econômicos.
O impasse deve ser discutido em fóruns internacionais nas próximas semanas, com o Brasil buscando aliados para pressionar por uma revisão da decisão norte-americana.
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