Tristeza I

Uma desesperada mãe fez uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal de Divinópolis na última terça-feira para reclamar da falta de tratamento adequado para seu filho que é portador de TDAH. Infelizmente essa mãe não é a única a reclamar e a falta de preparo é o que se vê. Há poucos dias, um professor de uma escola estadual chamou os alunos de macacos e que deveriam estar em um zoológico. Segundo esta colunista ouviu de um pai, a escola não tem dado apoio aos alunos.
Tristeza II
Semana passada, esta colunista também teve acesso a reclamações de pais de uma escola municipal e levou o fato ao conhecimento do Prefeito Gleidson Azevedo (Novo) que imediatamente mandou apurar. A secretária municipal de Educação foi acionada e tomou providências, porém na manhã de quarta-feira esta colunista recebeu um telefonema de uma servidora lotada na referida secretaria que disse conhecer a professora que alegam ter cometido assédio moral e que as coisas não ocorreram como chegou ao conhecimento desta colunista. Ora, se conhece e acredita que as coisas não ocorreram conforme relatado, então a professora deveria ser ouvida sobre seu comportamento nos últimos dias, pois pode ser que esteja com algum problema que afeta seu trato com os discentes. Foi sugerido, mas a sugestão não agradou.
Tristeza III
Isso não é novo! Assédio moral praticado por professores contra alunos, principalmente em escolas públicas, sempre ocorreu. Em 1982, aos 14 anos de idade, na oitava série, a professora de Português desta colunista na Escola Estadual Martin Cyprien – antiga Polivalente – de nome Maria Helena, tratava de forma distinta os alunos. Enquanto alguns só recebiam rispidez, outros faziam o que queriam e o que se via era uma doce professora Helena tipo da novela mexicana Carrossel. A diferença no trato era gritante! Esta colunista cometeu a asneira de questionar sobre a diferença no tratamento e o que recebeu foi um dedo em riste e a seguinte frase dita aos gritos: “Cale a boca! Você é vulgar! Você não será nada na vida!” Esta colunista passou mal e quem cuidou foram os colegas. A direção e a supervisão nada fizeram! Ah, fizeram! Chamaram Dona Tina a Brava porque esta colunista estava importunando a aula da dita, que passava mais tempo falando de sua vida pessoal e contando vantagens do que lecionando.
Corporativismo
Tudo como dantes no quartel de Abrantes e com todo o respeito por aqueles que realmente apuram, ouvem os dois lados de forma imparcial, a forma como algumas escolas lidam com ocorrências envolvendo alunos e professores demonstra claramente que o corporativismo impera.
Pedido de socorro
Claro que assim como há maus professores e professores maus, há maus alunos e alunos maus, o que ocorre é que enquanto os docentes muitas vezes são protegidos pelos seus pares, o corpo discente padece. Para este, joga-se a culpa nos pais, expulsa, manda para o Conselho Tutelar, para o Juizado da Infância e Juventude, chama a polícia e muitas vezes o que esses jovens precisam é de acolhimento, pois muitos são de lares desestruturados e seu comportamento é um pedido de socorro. É preciso um novo olhar sobre a criança e o adolescente problemáticos. Crianças e adolescentes são o futuro, mas o que se espera no futuro com um presente tão desanimador?
Saúde I
Falar sobre saúde, é falar sobre o caos. O problema não é somente em Divinópolis e também não é somente na rede pública. Há cerca de duas semanas a filha desta colunista estava com sintomas de dengue (depois comprovado) e os hospitais particulares que fomos não tinham vagas, nem pela Unimed e nem particular. Lotação esgotada! No Hospital São João de Deus tinha vaga, mas havia mais de 100 pessoas na frente e foi preciso aguardar por mais de duas horas para a triagem. Claro que valeu a pena esperar, pois a doença estava sob controle devido ao uso de remédios caseiros (suco de inhame, bastante líquidos, repouso, etc), o atendimento médico foi ótimo, exames foram feitos, porém, foram mais de duas horas aguardando o resultado e no final, foram necessárias quase seis horas entre chegar ao hospital e sair com o resultado e a receita médica. Culpa dos hospitais? Claro que não! Todos fazendo o seu melhor, mas não para de chegar pessoas com sintomas de dengue e outros males.
Saúde II
Se os hospitais particulares estão penando com a lotação e recusam pacientes, o que não dizer das UPA’s por este Brazilzão afora que já sofriam de superlotação bem antes da Covi-19 e da dengue e não podem recusar pacientes? Está muito pior e a tendência é piorar ainda mais. O já sofrido cidadão encara o mau atendimento e o despreparo de muitos médicos que estão ali somente pelo valor que recebem pelo plantão, sem se preocupar com as vidas sob a sua responsabilidade. Não se preocupam com a qualidade do serviço prestado. E mais, saem de uma UPA e vão para outra em outra cidade, pois precisam recuperar o investimento feito em sua formação. Não é uma corrida para salvar o paciente e sim para rechear seus cofres. Claro que há exceções, pois mesmo na correria, encontram-se médicos sensíveis, responsáveis e brilhantes. O que se tem que fazer é separar o joio do trigo. Todas as vidas importam!
Zé Brás
O vereador do PL fui acusado de estar em campanha na Feira do Esplanada enquanto a saúde está na UTI em fase terminal. Primeiramente que o vereador tem trabalhado diuturnamente buscando soluções para o problema que não é apenas local, é nacional e vemos que o Ministério da Saúde tem feito pouco para o combate da dengue enquanto nosso presidente Lula (PT) e a primeira dama “turisteiam”. É preciso esclarecer que o trabalho do referido vereador junto aos pequenos agricultores não começou agora e ele estava lá na feira com o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) entregando novas barracas, então não estava em campanha. Outra questão é que proporcionar melhores condições para que o agricultor familiar possa vender seu produto também é saúde. Saúde não é só UPA e farmacinha não! Saúde é saneamento básico, exercício da atividade laborativa em condições salubres, no caso do agricultor uso de barracas que os protegem e também ao produto e é também estrada boa para trazer os produtos da roça para vender, sem riscos de acidente e chegar com os trem em perfeitas condições para o povo da cidade. Esta colunista é da roça, filha e neta de agricultores e de pé aplaude a iniciativa do prefeito e do vereador. “Deixa os homi trabaiá, sô!”
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