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Educação

Uemg anuncia paralisação e estudantes manifestam apoio

Uemg anuncia paralisação e estudantes manifestam apoio

Matheus Augusto

A Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) anunciou, na segunda-feira, greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. A decisão, em assembleia geral, contou com o voto favorável de 485 docentes, além de 16 contrários e 22 abstenções. Em comunicado, a Associação dos e das Docentes da Uemg (Aduemg) também informou que uma nova assembleia está marcada para o próximo dia 8, presencialmente em Belo Horizonte. 

— Devido a intransigência do governo do Estado em negociar e atender as reivindicações da categoria, a histórica assembleia deliberou por ampla maioria dos/das presentes (92,2%) pelo início da greve por tempo indeterminado, que começará no dia 2 de maio — anunciou. 

Em nota publicada ontem, a Câmara Departamental de Educação da Uemg em Divinópolis manifestou seu apoio à greve, ressaltando que o ato é um direito assegurado aos trabalhadores pela Constituição Federal. 

— Em relação aos estágios supervisionados, entendemos que os cursos devem avaliar suas especificidades no que tange às relações com as instituições concedentes — destaca.

— Contamos com a compreensão e o apoio de toda a comunidade acadêmica em defesa da consolidação da universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade —acrescentou o departamento. 

Apoio

Sobre o tema, o Agora conversou com o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes da Uemg pelo Coletivo Juntos e estudante de Psicologia da Uemg Divinópolis, Victor Severino Ribeiro. Segundo ele, a greve é consequência da falta de valorização do governo estadual.

— A resposta de greve dada pelos professores da Uemg se dá após sucessivas tentativas fracassadas de negociação com o governo Zema que segue destruindo e precarizando, não somente o trabalho docente, mas também toda e qualquer instituição de ensino pública - incluindo superior, do Estado de Minas — afirmou. 

Apenas neste ano, acrescentou, a Uemg sofreu um corte de R$ 100 milhões, afetando diretamente as atividades de Pesquisa e Extensão, bolsas de monitoria e o Programa de Assistência Estudantil (Peaes). 

— Os estudantes saem em movimento junto aos professores porque sabemos que a universidade não se dá sozinha, como também de que a luta docente também é nossa — ressalta o coordenador-geral. 

Severino ressalta a importância do apoio ao movimento dos docentes como forma de fortalecer e valorizar a universidade.

— Entramos nessa greve geral da Uemg, aprovada nos quatro cantos do Estado, porque sabemos que é preciso disputar o futuro da universidade que hoje acolhe 22 mil mineiros e atende quase 15 cidades aos arredores de Divinópolis. Somos quem oferta estágio à cidade, quem está nas UBSs, quem está no Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], SerSam [Serviço de Referência em Saúde Mental], CAPs [Centros de Atenção Psicossocial], Escolas e Fazendas. Para Divinópolis continuar crescendo e sendo pólo universitário, precisamos de uma Uemg forte — conclui.

Reivindicações

Os docentes da universidade cobram reajuste salarial devido à defasagem acumulada dos últimos anos. A categoria também defende melhorias quanto ao Orçamento das unidades e a realização de concursos públicos como forma de acabar com as contratações temporárias. 

Posicionamento

A reportagem também questionou o Estado sobre a greve, mas até o fechamento desta página, por volta das 16h, não houve resposta. 

Adesão

Desde semana passada, a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) também paralisou suas atividades em adesão à greve nacional da educação federal. Os servidores também pedem reajuste salarial e reestruturação dos planos de carreira, com melhores condições de trabalho. O Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) também está com suas atividades paralisadas.

(Foto: Divulgação)

Greve começou ontem e não tem data para acabar

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