UPA de Divinópolis confirma 54 casos de Covid-19 em menos de três semanas
Nove pacientes testaram positivo entre 31 de outubro e 4 de novembro; todos apresentam sintomas leves, enquanto baixa procura pela vacinação preocupa

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto Cordeiro, em Divinópolis, notificou 72 casos de Covid-19 desde 18 de outubro, quando foi confirmado o primeiro registro da doença na unidade. Desse total, 54 foram confirmados, sendo 19 em pacientes e 35 em colaboradores.
Nesta semana, entre 31 de outubro e esta quarta-feira, 4, foi confirmado apenas mais um caso, entre os funcionários, no domingo, 1. Já entre os pacientes, nove resultados positivos foram registrados no mesmo período. Todos apresentam sintomas leves. A origem das contaminações ainda não foi informada. Em Divinópolis, a Prefeitura contabilizou 125 confirmações da doença no município, sendo 52 registros apenas no mês de outubro.
Alerta
Os novos registros ocorrem poucas semanas depois de um aumento pontual de diagnósticos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto Cordeiro Martins. Entre os dias 19 e 20 de outubro, foram identificados 16 resultados positivos em um intervalo de 24 horas, número que se distanciou do padrão observado nos meses anteriores e levou à retomada da obrigatoriedade do uso de máscaras para todas as pessoas que circulavam pela unidade.
Na ocasião, a UPA adotou um plano de contingência para conter a transmissão do vírus e proteger pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Além das máscaras, trabalhadores que apresentavam sintomas respiratórios foram afastados, e as equipes intensificaram as orientações para evitar aglomerações, reduzir a circulação desnecessária de pessoas e impedir a permanência prolongada em áreas comuns.
As medidas foram adotadas conforme orientação da médica infectologista Natália Archanjo. A preocupação era evitar a transmissão dentro da unidade, que recebe diariamente pacientes com diferentes condições de saúde, incluindo pessoas mais vulneráveis a complicações respiratórias. O aumento registrado na UPA, entretanto, não representava necessariamente uma elevação na mesma proporção em todo o município, já que os 16 resultados positivos correspondiam à identificação feita naquele serviço de saúde.
Vacinação
Apesar da continuidade dos registros, a procura pela vacina contra a Covid-19 permanece baixa em Divinópolis, inclusive entre os públicos prioritários. Segundo Tércio Leão, coordenador da Central de Imunização do município, a vacinação atualmente é direcionada a crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com comorbidades, conforme as recomendações do Ministério da Saúde.
— Mesmo entre esses grupos, a procura pela vacina permanece baixa. A hesitação vacinal ainda é significativa e representa um desafio para a ampliação da cobertura, reforçando a necessidade de intensificar as ações de conscientização sobre a segurança, a eficácia e a importância da imunização — afirma.
O coordenador ressalta que a baixa adesão preocupa porque a imunização continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir as complicações provocadas pelo coronavírus. A atenção deve ser ainda maior entre idosos, crianças pequenas e pessoas com condições de saúde que podem aumentar o risco de agravamento da infecção.
— É importante destacar que o vírus da Covid-19 continua em circulação, provocando novos casos e oferecendo riscos, especialmente às pessoas mais vulneráveis. Por isso, a vacinação permanece como uma das principais medidas de proteção contra as formas graves da doença, hospitalizações e óbitos — destaca.
A recomendação é que os integrantes dos grupos prioritários procurem as unidades de saúde para verificar a situação vacinal e receber as doses indicadas para cada faixa etária e condição de saúde.
Medidas de prevenção
Além da vacinação, outros cuidados continuam sendo recomendados para reduzir a transmissão do coronavírus e de outras doenças respiratórias. Entre eles estão a higienização frequente das mãos, a manutenção de ambientes ventilados e a atenção aos sintomas, especialmente em locais fechados ou com grande circulação de pessoas.
Pessoas que apresentam sinais como febre, tosse, dor de garganta e coriza devem buscar orientação dos serviços de saúde e evitar contato próximo com indivíduos mais vulneráveis. Em unidades de atendimento, o uso de máscaras também pode ser indicado ou exigido conforme a situação epidemiológica e os protocolos estabelecidos pelas equipes responsáveis.
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