Uso do cartão e cheque especial exige cautela, afirma especialista

Jorge Guimarães
Notícias desta semana na área econômica devem dar uma aquecida na economia brasileira a partir do fim do ano. A primeira é a redução da taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 pontos percentual, baixando de 5,5% ao ano para 5%, a menor nos últimos 30 anos. Especialistas acreditam que, na próxima reunião do Copom, agendada para o próximo mês, o número deve cair para 4,5%.
A outra notícia beneficia diretamente a construção civil. A Caixa Econômica Federal anunciou mais uma redução nos juros de financiamentos imobiliários, o segundo em menos de 30 dias. A menor taxa cobrada pela Caixa, que era de 7,50%, mais a Taxa Referencial (TR), passará a ser de 6,75% mais TR.
Investimentos
Com a queda dos juros, os investimentos de renda fixa continuam em baixa. Assim, a aplicação mais popular no Brasil, a caderneta de poupança, a partir de agora, perde também no quesito rentabilidade.
O economista Leandro Maia explica que a tendência agora é se arriscar mais em certos investimentos, como no mercado de ações e outras opções.
O lado bom, segundo ele, é que, com a queda dos juros, muitos empresários que teriam dinheiro nestes fundos acabem aplicando no mercado produtivo da economia.
— Ou seja, façam investimentos na ampliação de sua produtividade e, com isso, possam gerar novos empregos. Mas o bom é que opções não faltam, o que pode girar a engrenagem da economia — completa.
Cuidado
O problema é que se para os investidores a tarefa vai ser diversificar seus investimentos, para o consumidor, no geral, haverá baixa nos juros do cartão de crédito e no cheque especial. Perigo eminente, segundo especialistas, para aqueles que não têm controle financeiro.
— O consumidor tem que tomar cuidado quanto à utilização do cartão e cheque especial, ainda mais no fim de ano. Os juros baixaram, sim, mas o mercado financeiro brasileiro está nas mãos de quatro grandes instituições financeiras. Assim, pode demorar para essa queda dos juros chegar ao consumidor — alerta o economista.
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