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Educação

Vereadora Ana Paula quer câmeras de segurança em escolas de Divinópolis

Vereadora Ana Paula quer câmeras de segurança em escolas de Divinópolis

Da Redação

Três ocorrências em escolas chocaram os divinopolitanos nas últimas semanas. Em fevereiro, uma funcionária foi presa por injúria racial no bairro Icaraí. Já na última semana, um aluno foi golpeado no bairro Niterói e uma professora agredida pela mãe de um aluno de uma escola no bairro Interlagos.

Preocupada com a situação, a vereadora Ana Paula Quintino (Avante) apresentou nesta quarta-feira, 19, uma indicação à Prefeitura de Divinópolis para que sejam instaladas câmeras de segurança nas escolas municipais da cidade.

Segurança

De acordo com a vereadora, a proposta visa garantir segurança para alunos, professores e funcionários das escolas. Ela também garantiu que, caso a indicação seja aprovada, vai destinar recursos de emendas impositivas para garantir a instalação.

— Já pedi ao Executivo um levantamento de valores, porque nós vamos destinar nossa emenda impositiva para colocar monitoramento nas escolas da nossa região — disse.

Para Ana Paula, segurança é prioridade para todos.

— Escola é um local de aprendizado. Recebi relatos de mães, professores e até alunos que estão preocupados. Isso não pode ficar assim — ressaltou.

Casos recentes

No dia 21 de fevereiro, uma funcionária de uma escola no bairro Icaraí foi presa por injúria racial após chamar uma estudante de “macaca”. Três semanas depois, um aluno foi agredido em uma escola no bairro Niterói. Na mesma semana, uma professora foi agredida pela mãe de um aluno no bairro Interlagos.

Injúria

Uma funcionária de 54 anos da Escola Estadual São Francisco de Paula, localizada no bairro Icaraí, em Divinópolis, chegou a ser presa por injúria racial contra uma aluna de 17 anos. O caso ocorreu durante o horário da merenda e foi registrado pela Polícia Militar.

De acordo com o relato da vítima, a adolescente estava na fila da merenda quando a funcionária esbarrou nela. A jovem, de forma educada, pediu que a colaboradora pedisse licença para passar. A funcionária, inicialmente, pediu desculpas, mas, em seguida, dirigiu-se a uma colega e proferiu a frase:

— Eu aqui trabalhando cansada e tenho que pedir desculpa para essa macaca — frisou. 

O comentário racista foi presenciado por outros estudantes e funcionários, que reagiram com indignação e acionaram a Polícia Militar. A autora do xingamento foi detida no local e encaminhada à delegacia. Posteriormente, foi levada ao presídio Floramar.

Moradores do bairro relataram que a adolescente está profundamente abalada com o ocorrido e não compareceu às aulas desde o incidente. A Polícia Civil destacou que a funcionária foi autuada em flagrante e que o inquérito policial segue em andamento.

Entre alunos

Um adolescente de 14 anos foi agredido na tarde de terça-feira, 11, na Escola Estadual São Vicente, localizada no bairro Niterói. O caso ocorreu por volta das 16h45, quando um adolescentes de 15 anos teriam agredido o colega com um soco no rosto.

Segundo informações, o ataque teria sido motivado por uma acusação feita pela vítima de que o agressor estaria usando drogas no ambiente escolar.

De acordo com relatos, a vítima teria comunicado a situação a um professor ou à direção da escola, o que desencadeou a reação violenta. Após a agressão, o adolescente fugiu do local a pé, mas foi localizado por uma equipe da PM no bairro São Luís. O menor de 15 anos foi apreendido e conduzido à delegacia, onde sua mãe compareceu para prestar esclarecimentos.

Após ser socorrido, o adolescente chegou a entrar em convulsão durante o registro do Boletim de Ocorrência e foi encaminhado ao Complexo de Saúde São João de Deus para avaliação neurológica. O agressor não possui registros infrancionais anteriores, segundo fontes policiais.

Professora agredida

Uma professora da Escola Estadual Lauro Epifânio, no bairro Interlagos, foi agredida pela mãe de um aluno. Ela chegou a ser encaminhada à delegacia para as providências cabíveis.

Uma equipe da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Divinópolis, responsável pela coordenação da escola, compareceu ao local para apurar a situação e elaborar um relatório de inspeção. O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social, também acompanha o caso para prestar apoio à docente. 

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