Carregando clima…
Política

Vereadores votam hoje se aceitam denúncia da AACO contra Galileu

Por Portal Agora
Vereadores votam hoje se  aceitam denúncia da AACO contra Galileu

 

 

Pollyanna Martins 

Os vereadores decidem nesta terça-feira, 5, se recebem ou não o pedido de cassação do mandato do prefeito de Divinópolis, Galileu Machado (MDB), protocolado no dia 28 de maio, pela Associação dos Advogados do Centro-Oeste de Minas (AACO). O Agora noticiou, com exclusividade, no dia 4 de maio, que a entidade protocolaria a Denúncia de Infração Político-Administrativa.

De acordo com o presidente da Comissão de Direito Administrativo e Constitucional da Associação, o advogado Jarbas Lacerda, a Denúncia de Infração foi protocolada devido ao áudio entregue por Marcelo Máximo de Morais, ex-aliado do prefeito e mais conhecido como Marcelo Marreco. Na gravação, Galileu, supostamente, oferece um cargo comissionado na Prefeitura a Marreco e diz a ele que não precisaria trabalhar.

Segundo Jarbas, a denúncia trata de três elementos: o primeiro que Galileu agiu de forma consciente e deliberada ao ofertar cargo público e, com isso, agiu contra o patrimônio público. O prefeito teria ainda desrespeitado a disposição de lei, pois não pode haver nomeação com a finalidade de não trabalhar, além de ter tentado usar um cargo público como troca, para silenciar uma pessoa.

— Com tudo isso, ele agiu de forma incompatível com o cargo que ele está ocupando. E em razão disso, são elementos suficientes para que o mandato dele seja cassado – informa.

Conforme explicou o advogado, após ser protocolado, o pedido será lido no expediente desta terça-feira da Câmara e colocado em votação. Os 17 vereadores decidirão então se acatam ou não o pedido da AACO. A decisão de aceitação não cabe exclusivamente ao presidente da Casa, Adair Otaviano (MDB).

O advogado explicou que, após lida a denúncia, o presidente da Casa deve perguntar a cada vereador se ele recebe ou rejeita o pedido de cassação do prefeito. Conforme esclareceu Jarbas, 11 vereadores precisam acatar o pedido da AACO, para que a comissão seja instaurada e Galileu julgado pelos parlamentares. Caso os vereadores não aceitem o pedido, ele é arquivado.

 Juízes 

Segundo Jarbas, uma vez instaurado este procedimento, uma comissão é criada, com no mínimo três vereadores, sendo eles presidente, relator e membro. O advogado explica ainda que esta comissão irá conduzir o processo de cassação, que deverá ser concluído em 90 dias.  Caberá aos parlamentares o papel de juízes.

De acordo com o presidente da Comissão de Direito Administrativo, a associação apresentará testemunhas a esta comissão e solicitará também que faça a parte de acusação.

— Uma vez recebida a denúncia, o prefeito passa formalmente à condição de réu neste procedimento de infração político-administrativa, mas ele não é afastado do cargo. Essa comissão irá apurar as provas, ouvir testemunhas. Os vereadores vão fazer papel de juízes – esclarece.

O advogado explicou ainda que, após concluir os trabalhos, o relator da comissão irá elaborar o parecer final, no qual será informado se a denúncia procede ou não. O perecer do relator da comissão irá para votação no plenário e o destino do prefeito ficará então nas mãos dos 17 vereadores.

 Investigação 

De acordo com Jarbas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada por Adair Otaviano no dia 22 de maio tem cunho investigatório, ou seja, irá apenas investigar o prefeito, e não julgá-lo.

De acordo com o Regimento Interno, a CPI tem o prazo de 120 dias para concluir as investigações. Esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, totalizando seis meses de trabalho. Após ser concluído, o relatório final da Comissão Parlamentar é encaminhado para o Ministério Púbico, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e para a própria Prefeitura, para que estes órgãos tomem as providências cabíveis em relação a Galileu.

— A CPI não resulta, em momento algum, em qualquer punição direta ao prefeito quanto ao seu mandato. No caso da comissão processante [Denúncia de Infração], nós já trouxemos as provas, e temos os fatos já materializados, e temos o autor também. Então, nós pedimos que o procedimento seja instaurado e, diante disso, haja uma reprimenda, ou seja, a cassação do prefeito – reforçou o advogado.

Após protocolar a Denúncia de Infração, o advogado disse que a AACO espera que os vereadores esvaziem a CPI, pois o motivo da comissão era buscar as provas já apresentadas pela associação na Denúncia de Infração Político-Administrativa. 

 

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…