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Adriana Ferreira

Vergonha!

Por Bruno
Vergonha!

 

A Arena MRV recebeu na última terça-feira, Atlético Mineiro e o River Plate da Argentina para decisão de  uma vaga à final da Libertadores. Se o time mineiro fez bonito em  campo e garantiu um placar de 3x0, o mesmo não se pode dizer quanto a alguns membros da torcida organizada do time, em Divinópolis. Segundo a PMMG, um argentino de 27 anos foi agredido com pedaços de madeira e teve alguns pertences roubados, incluindo um celular, um par de tênis e uma mochila. Foram  presos dois autores. As investigações seguem para tentar identificar os demais e a torcida prateada teve que ser escoltada de Divinópolis a Belo Horizonte para que sua integridade fosse preservada. O assunto está desde segunda-feira nas principais mídias do país e também nas maiores da Argentina. 

E mais!

No próximo dia 29, os dois times se reencontram no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, para o jogo de volta da semifinal da Libertadores. Imagine a torcida atleticana, séria na sua maioria, que curte futebol, que o máximo de agressão que utiliza é chamar  a torcida do La Bestia Negra (Cruzeiro, time do coração desta colunista) de Maria e ri quando é chamado de Franga, que planejava assistir ao jogo e agora teme pagar por isso! O risco de uma resposta violenta é altíssimo. Quem ganha com isso? Quem perde a gente já sabe e não é só a torcida e muito menos o time.

Violência nos estádios

Segundo especialistas, a principal causa das brigas é a exacerbação da rivalidade. O outro não é apenas alguém que decidiu torcer pelo time opositor, é um inimigo a ser combatido. Até emboscada é armada contra torcedores do time rival, assim como confrontos entre torcidas que, não raro, acabam em morte.  Estudos sugerem que as mortes ocorridas nos conflitos são uma contingência aceita na subcultura das torcidas organizadas, até mesmo porque a excitação advinda da possibilidade de praticar atos de violência é o que infelizmente motiva muitos a aderirem à bestialidade. Além disso, constatou-se que os homicídios são cometidos predominantemente por jovens integrantes de grupos organizados de adeptos, do sexo masculino, e que as agressões são, em sua maioria, de natureza predatória, realizadas mediante emprego de armas, contra vítimas também jovens e integrantes de grupos organizados de adeptos rivais. A maior parte das agressões ocorre em locais distantes dos estádios, em dias de jogo, muito embora os conflitos não estejam necessariamente vinculados à disputa de uma partida entre as equipes de futebol rivais. Resumindo: é mais pela briga do que pelo esporte que acaba sendo só um pretexto. Trágico!

Hooliganismo : a face sombria do futebol.

O futebol caminha com a violência desde o seu nascedouro na Inglaterra no séc. XVII . Os Hooligans, principais personagens desse tipo de definição, começaram sendo definidos como vândalos, ainda na década de 1890.  O termo não possuía nenhuma ligação com o futebol, mas como esse está ligado à violência, os Hooligans foram se aproximando do esporte e no final dos anos 1950, tomaram o mundo do futebol, com seu fanatismo e suposto amor aos clubes pelos quais torciam. A agressividade e a  intolerância com torcedores rivais já demonstravam indícios de possíveis cenas lamentáveis como tem ocorrido aqui nas Minas Gerais, e que a Cidade do Divino testemunhou na última segunda-feira. Uma das brigas de futebol mais famosas ocorreu em uma final da  Champions League, em 1985. Nessa partida, Liverpool (Inglaterra) e Juventus (Itália) duelaram dentro de campo, enquanto nas arquibancadas a selvageria acontecia. Resultado: 38 pessoas morreram e outras inúmeras ficaram feridas. Essa ocorrência causou a expulsão de clubes ingleses da competição durante cinco anos. 

Banimento resolve? 

Vale dizer que aqui em Minas Gerais tanto a Galoucura quanto a Máfia Azul  foram banidas, temporariamente, pelo Ministério Público do Estado,  no início de março/2024 e o banimento é válido  por dois anos, tendo sido estabelecido após a morte de um torcedor, pasme leitor, durante um confronto marcado. As duas torcidas organizadas  estão proibidas de frequentar estádios no território nacional e seus respectivos entornos nos dias de jogos, respeitando um raio de cinco mil metros. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o banimento temporário consistirá na proibição do uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira, instrumento musical ou qualquer objeto que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios ou seus respectivos entornos nos dias de jogos. Em caso de não cumprimento, a multa é de R$ 50 mil. O acatamento à recomendação foi publicado pela Federação Mineira de Futebol.

Não aprendem nunca!

Resumindo, segundo o MPMG, a Galoucura, que retornou de punição de um ano, seguida de outra de três meses, em 2022 e 2023, está banida temporariamente até 4 de março de 2026. Já a Máfia Azul, que havia sido banida temporariamente até março de 2026, cumprirá o novo banimento entre 15 de março de 2026 e 15 de março de 2028. Uns pagam pelos outros! Sugestão: antes de aceitar o membro, fazer como se fosse conseguir porte de arma. Nem mais, nem menos! 

Providências 


O promotor de Justiça Fernando Abreu enviou ofício ao procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, sugerindo a criação de um grupo especializado, no interior do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPMG, para combate à criminalidade associada a eventos de futebol. “A questão não se restringe à violência no futebol, e para que, entendendo por necessário, provoque o Tribunal de Justiça de Minas Gerais para o desenvolvimento de estratégia interinstitucional de controle de torcedores suspensos/banidos de eventos desportivos”, afirma o promotor de Justiça. Fernando Abreu enviou ofício também ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dando notícia da Recomendação e sugerindo que um dos conselheiros do CNJ avalie a pertinência de desenvolvimento do Banco Nacional de Torcedores Suspensos/Banidos de eventos desportivos. Tramita no MPMG o Inquérito Civil (IC)  04.16.0024.0056724/2024-56, que busca colher dados relacionados à violência sistêmica das torcidas organizadas.

E os jogadores?

Enquanto alguns torcedores estão dispostos a matar e a morrer,   para os jogadores, não importa quem ganhou ou quem perdeu,  saem das partidas direto para as residências superprotegidas ou clubes fechados, para festas de confraternização,  nas quais aquele torcedor briguento não passa nem na porta. Vale a pena tanto fanatismo? E na política não é diferente. Em 2022, lulistas e bolsonaristas agrediram e foram agredidos, inclusive com mortes dos dois lados. Ignorância pura!

E por falar em política

Sugestão: nesse “empossa, não empossa”  entre Deusdete Campos (PV) e Washington Moreira (Solidariedade), o pitaco  é que até acabar o ano, a gente veja quantos dias ainda restam e divide o tempo entre os dois. Assim,  acaba a novela!

Bullying

Cada vez mais grave a situação nas escolas e empresas. As pessoas muitas vezes se esquecem que só é engraçado quando as duas partes riem. 

Euler Alves

No último dia 19, o nosso querido chef, proprietário do Top of Mind  pela 5ª vez Benedictus, completou mais um ano de vida. A coluna deseja que sua vida continue sendo abençoada ricamente e que continue abraçando  o que essa vida tem de melhor! Hip, hip, hurra!

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