Vice de Cleitinho?

Possível nome a compor chapa com Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, é cotado para se filiar ao PL, sigla aliada do senador. Ele ainda não deixou o cargo no órgão e, apesar de ter se encontrado com alguns representantes de partidos, ainda não há nada de concreto. Como o partido do ex-presidente Bolsonaro segue dividido em Minas Gerais, parte da cúpula defende que Roscoe componha com alguma liderança da direita na corrida ao Palácio Tiradentes, enquanto outra sugere a aproximação do PSD de Mateus Simões num apoio ao vice-governador. Ou seja: Flávio Roscoe encontrará ainda um "racha" na sigla e isso pode o levar a procurar outra legenda. O Republicanos de Cleitinho? Se assim for, o cenário fica desenhado.
Crise na campanha?
Como se não bastasse as bobagens ditas pelo vice-governador Mateus Simões, que só tem atrapalhado sua pré-campanha ao governo de Minas, a fala de de um dos seus principais aliados, causou desconforto nesta terça-feira, 3. Cássio Soares, que é presidente do PSD em Minas Gerais, cogitou a possibilidade de Simões buscar um vice de outro partido que não o Novo gerou mal-estar dentro da legenda. O acordo após a saída do vice-governador da legenda de Zema foi que, em 2026, o candidato a vice fosse do seu antigo partido. Por isso, o nome mais cotado ainda é o do prefeito Gleidson Azevedo, ainda no Novo. No entanto, aí entra o impasse. Ele é irmão Cleitinho, que também é pré-candidato ao Palácio Tiradentes e principal adversário de Simões. O que significa uma possibilidade minada. Certamente, o motivo que levou Soares a cogitar outra sigla para compor com Simões. Resta saber se há tempo hábil para se encontrar um nome que possa cobrir esta lacuna e para sanar mais uma crise que começa a aparecer.
'Dar um pau'
Tem gente na política, cargos "importantes" e em outros ramos no Brasil, que se acham intocáveis. Aprontam de todas as formas e ai daquele que falar alguma coisa. Dentro de tanta sujeira que tentam "varrer para debaixo do tapete" tem calar as pessoas com ameaças e até uso de violência, em especial os jornalistas. É que mostram mensagens interceptadas pela Polícia Federal, onde o banqueiro Daniel Vorcaro, preso novamente nesta quarta-feira, 4, na terceira fase da operação "Compliance Zero". Ele afirma que queria “mandar dar um pau” em um jornalista em “um assalto”. Nos diálogos, com outro investigado, chega a dizer que gostaria de “colocar gente seguindo este cara", “pegar tudo dele” e “quebrar todos os dentes” do repórter. Cúmulo do absurdo. Como diria o querido Jota Batista, que nos deixou há poucos dias: "Não quer aparecer, não deixe o fato acontecer"! Divinópolis não está muito longe disso, não. Tem uns por aí, sabe-se lá porque, se sentem ameaçados quando se fala a verdade.
Calar a imprensa
Prática que ganhou força nos últimos anos no país, foi destacada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que autorizou a nova fase da "Compliance Zero". Ele escreveu da decisão que a partir dos diálogos, “verifica-se a presença de forte indícios” de que Vorcaro determinou que se forjasse um assaltou, ou “simulasse cenário semelhante”, para “prejudicar violentamente” o jornalista e “calar a voz da imprensa” que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses envolvendo Daniel Vorcaro, demonstram que ele e os outros três investigados com mandado de prisão cumpridos também nesta quarta, atuavam “de forma estruturada” e com “divisão de tarefas”, o que configura “característica típica de organizações criminosas”. É fato que desde a primeira prisão do empresário, quando as motivações foram expostas, que isso ficou bem claro. Menos para aqueles que assinaram para a sua soltura.
Antes tarde...
...do que nunca. Demorou, mas foi aprovado o aumento das penas para os crimes de furto, roubo e receptação. O substitutivo do senador Efraim Filho (União) amplia a tipificação penal, insere novas qualificadoras e contempla crimes contemporâneos, como furto e receptação de animais domésticos, roubo de arma de fogo e furto de dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e tablets. Até que enfim, alguém entende e colocou em prática, mudanças que visam adequar a legislação à realidade social. A Justiça e a população agradecem.
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