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Política

Mudança de rota 

Mudança de rota 

O destino do pouso final do prefeito Gleidson Azevedo (Novo) nas Eleições 2026 - uma cadeira na Câmara Federal - mudou a rota. No entanto, nada muito distante do objetivo inicial. Na verdade, o assento fica bem ao lado: no Senado. A mudança traz no pacote também a mudança de partido. O chefe do Executivo provavelmente migrará para o Republicanos, a convite da própria cúpula do partido em Minas, que já abriga seu irmão Cleitinho Azevedo, e não pretende mudar - como revelou a este PB - para a disputa do governo do Estado. A meta é audaciosa, levando em conta a quantidade de votos necessária para se eleger para o cargo, além de substituir a atuação diferenciada que o irmão gêmeo faz na Casa legislativa, o que o tornou figura conhecida em todo país.

Espaço para dois?

Com a decisão de Gleidson, a pergunta que não quer calar é: como fica a situação do deputado Domingos Sávio, nome do PL para o Senado? A cidade e região teria espaço para os dois em termos de votos? Claro, que ambos vão buscar apoio em quase todo Estado, visto que a quantidade de votos necessária exige isso. No entanto, a base dos dois é Divinópolis com ampliação para o Centro-Oeste. Sávio anuncia sua pré-candidatura nesta semana, o prefeito se antecipou e revelou com exclusividade ao Agora nesta segunda-feira. Se estas decisões vão permanecer até a confirmação na Justiça Eleitoral, não se sabe, afinal, na política as coisas mudam da noite para o dia. Mas, se a resposta for sim, a briga vai ser boa!

Anúncio por Flávio 

Ainda sem confirmação do dia, o anúncio do nome de Domingos Sávio como o candidato do PL ao Senado por Minas Gerais, deve ser feito pelo pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O que deve acontecer após uma visita de Sávio ao ex-presidente na prisão, nesta semana. Enquanto as primeiras confirmações ao Legislativo vão se confirmando, no Executivo, o "racha" em Minas Gerais no PL vem atrapalhando a formação de uma chapa da direita apoiada por Flávio, na disputa ao governo de Minas. Nos bastidores fala-se na desistência de dois nomes que eram dados como certos na corrida ao Palácio Tiradentes e ao do Planalto em prol de apoios considerados determinantes para vitórias em Minas Gerais. O "babado" é forte. Em breve mais informações. 

Retirada de Cleitinho 

Exemplo da falta de consenso da direita em Minas, foi a fala de Simões, presente na manifestação em Belo Horizonte na manhã deste domingo, 1.  Apesar de estar em cima do trio elétrico, o vice- governador não discursou ao público. Em contrapartida, não economizou nas palavras, quando falou à  imprensa. Revelou que trabalha para a retirada da candidatura de Cleitinho ao governo, buscando uma união da direita. Na sua opinião,  dividir a direita que vem governando Minas há sete anos é um erro. Disse também que tem tratado o assunto com cada um dos membros da direita e afirma ter certeza de que o Republicanos vai conseguir entender que este é o melhor caminho. Do seu lado, Cleitinho foi citado diversas vezes por outros participantes, como o candidato apoiador de Flávio Bolsonaro ao Palácio Tiradentes, inclusive por alguns nomes do PL mineiro. Situação que explica a atual divisão no Estado. 

Nos bastidores 

Enquanto aumenta a corrente da outra ala da direita para que Cleitinho desista da sua candidatura, ele intensifica suas movimentações de bastidores para consolidar sua candidatura. Nesta segunda-feira, 2, por exemplo, ele se encontrou com Vittorio Medioli, empresário e ex-prefeito de Betim, para convidá-lo a se juntar ao seu grupo em busca do fortalecimento. Outro nome que aparece bem cotado é o do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, que deixa o cargo no fim deste mês para se filiar a algum partido e se aventurar no mundo político. 

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