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Welber Tonhá

A Cultura das marchinhas de Carnaval

Por Bruno
A Cultura das marchinhas de Carnaval

Welber Tonhá

As marchinhas de Carnaval fazem parte da cultura brasileira desde o início do século XX e marcaram gerações com suas melodias animadas e letras bem-humoradas. Elas surgiram como uma alternativa mais leve e satírica ao maxixe e ao samba, ritmos mais sofisticados da época.

 Origens (década de 1910-1920)

 A primeira marchinha de sucesso foi “Ó Abre Alas”, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899, para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Esse marco abriu caminho para um novo estilo musical característico do Carnaval. No entanto, foi apenas nas décadas seguintes que o gênero se popularizou.

 Era de Ouro (décadas de 1930-1950)

 Entre os anos 1930 e 1950, as marchinhas dominaram os carnavais de rua e os bailes carnavalescos. O gênero se consolidou com composições de Noel Rosa, Lamartine Babo, Braguinha e Ary Barroso. Muitas dessas músicas traziam sátira política, crítica social e muito humor. Algumas das marchinhas mais famosas desse período incluem:

   •   “Mamãe Eu Quero” (Jararaca e Vicente Paiva, 1937)

   •   “Allah-lá-ô” (Haroldo Lobo e Nássara, 1940)

   •   “Chiquita Bacana” (Braguinha e Alberto Ribeiro, 1947)

Declínio e renovação (década de 1960 em diante)

Com o surgimento da Bossa Nova, do Samba-Enredo e dos Trios Elétricos, as marchinhas perderam espaço, mas nunca deixaram de ser tocadas nos carnavais de rua. Nos anos 1980 e 1990, o Carnaval passou a ser mais influenciado pelo Axé e pelo Samba-Reggae, mas as marchinhas permaneceram como parte da tradição.

Revitalização (anos 2000 até hoje)

A partir dos anos 2000, as marchinhas ganharam um novo fôlego, especialmente nos blocos de rua do Rio de Janeiro e São Paulo. Eventos como o Bloco do Cordão da Bola Preta mantêm viva essa tradição. Além disso, surgiram novas composições inspiradas nas clássicas, mas adaptadas ao contexto contemporâneo.

As marchinhas de Carnaval continuam sendo um símbolo do espírito irreverente e festivo do brasileiro, provando que, apesar das mudanças, o humor e a música sempre serão essenciais para a festa do Momo. 

E Divinópolis tem uma tradição por quase 20 anos, o baile da Zélia Brandão, e nesta sexta-feira dia 14, ela apresenta seu último baile.  

De marchinhas, “Zélia Brandão Fecha as Cortinas do Passado” às 21h no salão nobre do Estrela do Oeste Clube, na rua Rio de Janeiro. Um evento ímpar, não acontece outro igual na cidade ou na região.

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Tem pauta sobre cultura? Envie para welbertonha@gmail.com

Welber Tonhá e Silva

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09

Imortal da Academia de Letras e Artes Luso-Suiça em Genebra, cadeira nº C186

Membro da Academia Mineira de Belas Artes

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

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