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Alerta contra o sarampo leva Ministério da Saúde a recomendar dose extra para bebês

Por Bruno
Alerta contra o sarampo leva Ministério da Saúde a recomendar dose extra para bebês

Lucas Maciel

O surgimento de novos casos de sarampo em crianças na capital paulista levou o Ministério da Saúde a reforçar a vacinação de bebês e reacendeu o alerta para uma doença que o Brasil mantém sob controle, mas que voltou a avançar em outros países das Américas. A recomendação é que crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias recebam a chamada "dose zero" da vacina, como forma de ampliar a proteção contra o vírus.

Em Divinópolis, o cenário permanece tranquilo. Ao Agora, a Prefeitura informou que o município não registrou casos de sarampo em 2026 até o fechamento desta edição, às 16h30 de ontem. Mesmo assim, a orientação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada, já que a imunização continua sendo a principal forma de evitar a reintrodução da doença.

Reforço na proteção

A recomendação do Ministério da Saúde foi anunciada após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na zona norte da cidade de São Paulo. 

A orientação vale, neste momento, para a capital paulista e para Guarulhos, município vizinho que possui intensa circulação de pessoas. A medida busca ampliar a proteção das crianças e reduzir o risco de transmissão do vírus.

O Ministério destaca que essa dose adicional não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. As crianças deverão receber normalmente a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses, conforme estabelece o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A vacina continua disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos que ainda não completaram o esquema vacinal.

Casos preocupam autoridades

As investigações apontam que os três casos registrados em São Paulo podem estar relacionados ao contato com pessoas procedentes do exterior. Duas das crianças frequentavam a mesma creche e a terceira mora na mesma região.

Após a confirmação das infecções, equipes de vigilância em saúde iniciaram ações para conter a possível circulação do vírus. Entre as medidas adotadas estão a busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes, investigação epidemiológica e vacinação de bloqueio nas áreas consideradas de maior risco.

O objetivo é impedir que ocorram novos casos e evitar a retomada da transmissão sustentada da doença no país.

Brasil 

Apesar do alerta, o Brasil continua certificado como país livre da circulação endêmica do sarampo. Isso significa que os casos registrados são considerados importados ou relacionados à importação do vírus, sem transmissão contínua em território nacional.

Em 2025, o país registrou 38 casos da doença. Embora o número seja baixo, o avanço da enfermidade em outros países mantém as autoridades sanitárias em estado de atenção.

A situação é mais preocupante em outras regiões das Américas. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que, somente neste ano, o México contabilizou 11.771 casos de sarampo. Nos Estados Unidos foram registrados 2.104 casos, enquanto o Canadá confirmou 1.073 infecções.

Esse aumento fez com que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) retirasse, no ano passado, o reconhecimento das Américas como região livre da transmissão endêmica da doença.

Vacinação

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio da tosse, espirro, fala ou até mesmo da respiração de pessoas infectadas. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em crianças pequenas, a infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, encefalite e até levar à morte.

Mesmo sem registros da doença em Divinópolis neste ano, especialistas reforçam que a melhor estratégia para evitar novos casos continua sendo a vacinação. A recomendação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta das crianças e procurem uma unidade de saúde caso haja alguma dose em atraso.

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