Ambulatório da dengue muda de local na próxima segunda

Bruno Bueno
O ambulatório da dengue em Divinópolis está de mudança. O atendimento, que hoje é realizado na área Central, passa a ser no bairro Afonso Pena. A informação foi confirmada pelo prefeito Gleidson Azevedo (Novo) em entrevista exclusiva aol Agora na última semana.
Ainda não há confirmação sobre o local exato, mas ele será divulgado nos próximos dias. A mudança, segundo a Prefeitura, acontece na próxima segunda. O objetivo é ampliar o atendimento, que deve ser estendido até o fim de semana. Hoje, a atuação acontece apenas de segunda a sexta-feira.
Ambulatório
O ambulatório completa hoje um mês de funcionamento. Desde então, 1.318 pessoas foram atendidas e 5.022 procedimentos realizados.
Atualmente, o atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 07h às 17h, na Policlínica, localizada à avenida Getúlio Vargas, nº 550, no Centro. A intenção, segundo o prefeito, é estender o atendimento para sábado e domingo.
— Estamos com essa intenção de ampliar o atendimento fora do horário comercial — pontua.
O espaço é responsável pelo acolhimento, triagem e atendimento de pessoas com quadro clínico compatível com a dengue. A secretária de Saúde, Sheila Salvino, reforça que o ambulatório está de portas abertas para a população.
— É um ponto de apoio, um braço essencial adicional. É importante deixar claro que o paciente também pode continuar procurando a sua unidade básica de referência, ou se preferir, aqui o ambulatório. Os postos de saúde continuam na rotina normal — explica.
O ambulatório começou a funcionar no início do ano. A intenção, segundo o Município, é desafogar os postos de saúde e, principalmente, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto.
Custos
O espaço para atendimento aos casos suspeitos de dengue, é custeado pelo Município. Sheila explica que Divinópolis ainda não atingiu os números necessários para receber auxílio financeiro do Estado.
— A gente percebeu que as unidades de saúde, que já têm a sua rotina normal de atendimento, a mesma coisa a UPA, estavam tendo as suas rotinas intensificadas com o aumento do número de pacientes com o quadro de dengue — comenta a secretária.
Gleidson relata que a Prefeitura trabalha para resolver os problemas da dengue, mas é importante que a população também ajude no combate.
— 99% dos focos de dengue são propagados pela Prefeitura. A Prefeitura está fazendo tudo o que pode. Estamos com carro fumacê, criamos o ambulatório, etc. Ainda dependemos do governo para receber as vacinas — pontua.
Sintomas
Sheila Salvino destaca os sintomas clássicos da doença.
— Dor pelo corpo, dor na região dos olhos, vermelhidão, coceira, febre, dor no corpo, dor de cabeça e dor atrás dos olhos — alerta.
A secretária alerta que a Prefeitura trabalha para remediar os problemas, mas é importante que a população também trabalhe na prevenção.
— Tire 10 minutinhos dessa semana para a vistoria do seu domicílio. Se não tem um pratinho de planta com água, se não tem uma calha entupida represando água de chuva, etc — destacou.
Epidemia
Dados do primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2024, realizado no período de 8 a 11 de janeiro, apontam Divinópolis com "alto risco de epidemia" de dengue, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde.
— A pesquisa foi feita em 168 bairros, com 6.070 imóveis vistoriados. O índice de infestação médio do município resultou em 8,3%.O 1º LIRAa demonstrou que 91% dos focos foram encontrados em residências e 9% em lotes vagos — explicou a Prefeitura.
O supervisor da Vigilância em Saúde Ambiental, Juliano Cunha, comentou os resultados.
— Mais uma vez, o LIRAa mostra que a maioria dos focos continua nas residências. A população precisa aderir, como prática rotineira, o combate à dengue. (...) Os agentes de saúde não conseguem sozinhos sem o apoio da população — destacou
Os divinopolitanos podem notificar e denunciar locais com focos e reservatório do mosquito no número (37) 3229-6823.
Números
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Divinópolis tem 3.667 notificações e 2.057 casos confirmados da doença. Um registro de chikungunya também foi contabilizado.
Os números ainda apontam para 500 casos descartados, 148 hospitalizações e sete óbitos em investigação. Uma morte por dengue já foi confirmada.
A faixa etária de 20 a 29 anos é a que registra maior número de registros. 55% dos casos foram registrados em mulheres e 45% em homens. Os números foram atualizados no dia 8 de março.
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