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Política

Assembleia vota hoje emendas ao reajuste dos servidores

Por Redação Jornal Agora
Assembleia vota hoje emendas ao reajuste dos servidores

Da Redação

Os deputados estaduais votam hoje, as emendas para aumentar o reajuste salarial aos servidores. O texto-base, com 3,62% de recomposição, foi aprovado em 1° turno na última semana, sob protesto dos servidores. 

1° turno

A aprovação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se deu pela unanimidade de 54 votos favoráveis.

— Esse índice se estende aos servidores inativos e aos pensionistas com direito à paridade, aos detentores de função pública e aos convocados para a função de magistério. A revisão também abrange os contratos temporários vigentes, cargos de provimento em comissão, funções gratificadas e gratificações de função — informou a ALMG. 

Sem quórum para votação das emendas, a reunião foi encerrada. 

Tentativas

A principal emenda a ser votada é de Sargento Rodrigues (PL), que aumenta o índice para 10,67%, com base na inflação acumulada dos últimos dois anos. Como a definição do valor a ser pago é competência exclusiva do Executivo, o texto não obriga o governador a cumprir o aumento, caso aprovado.

— A emenda é autorizativa. Se quiser, o governador paga e, se não quiser, continua enrolando. Não fizemos emenda impositiva para não ter vício de iniciativa — justificou. 

Outras emendas também propõem a ampliação do índice para as categorias. Na avaliação de parlamentares críticos à redação original, o valor em trâmite é consideravelmente baixo frente à defasagem salarial dos últimos anos. 

— Não é aumento de salário, é recomposição da inflação dos últimos dois anos. (...) Não é derrotar o governo, mas garantir o mínimo que cada servidor merece — argumentou Ulysses Gomes (PT).

As emendas foram, anteriormente, rejeitadas pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO). Na avaliação da relatoria, o Legislativo não tem competência para determinar o percentual do reajuste. 

Posicionamento

O governo de Minas alega manter “diálogo aberto com todas as categorias”. 

— (…) buscando reconhecer as demandas dos servidores e valorizar o importante trabalho prestado por eles ao Estado e à população mineira — afirma. 

Segundo a administração, o percentual é resultado do atual contexto financeiro. 

— Mesmo diante da delicada situação fiscal do Estado, a atual gestão fez todos os esforços para garantir a revisão geral da remuneração dos servidores — aponta. 

O governo também se diz limitado pelas vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

— O limite máximo aceitável é o índice de 49%, sendo que o limite prudencial é estabelecido em 46,5% — hoje, esse comprometimento está em 51,4% — conclui. 

Uemg

Enquanto a insatisfação segue, a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) está prestes a completar um mês de greve. Uma mobilização acontece hoje, em Belo Horizonte. 

Às 10h, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG promove uma audiência pública para discutir "medidas efetivas e urgentes para a devida valorização e defesa" da universidade e seus docentes, que resultaram no início da paralisação. É esperada a presença da secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Cardoso Barreto.

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