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Política

Atrasos de repasses estaduais faz Prefeitura de Carmo da Mata decretar estado de calamidade financeira

Por Portal Agora
Atrasos de repasses estaduais faz Prefeitura de Carmo da Mata decretar estado de calamidade financeira

Da Redação

O prefeito de Carmo da Mata, Almir Resende Júnior (PSDB), publicou no último dia 10, um decreto que assinala o estado de calamidade pública no âmbito da administração financeira da Prefeitura.

De acordo com o decreto, a administração da cidade tomou a decisão por causa dos atrasos dos repasses constitucionais financeiros obrigatórios. A dívida do Estado com o Município é de mais de R$ 3,5 milhões.

O decreto tem duração de 90 dias e pode ser prorrogado, caso a situação se mantenha inalterada.

Em nota oficial à imprensa, a Prefeitura informa que considerou, para assinalar o estado de calamidade, as atuais limitações financeiras e o volumoso valor devido pelo Governo Mineiro ao Município carmense.

— O confisco impacta diretamente no pagamento de despesas, em especial nas áreas de educação, saúde, transporte escolar e desenvolvimento social, acarretando prejuízos irreparáveis na prestação destes e outros serviços, bem como apresentando sérios riscos de paralisação — destaca a Prefeitura.

Dívidas passadas

De acordo com a nota, outras questões fizeram com que a situação da cidade se agravasse. Os compromissos obrigatórios com os débitos deixados por gestões anteriores e que, se não recebessem a devida atenção, o Município estaria inapto a executar suas principais atividades.

— Além disso, Carmo da Mata sofre com a constante e drástica queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), devido às incessantes alterações nos impostos por parte da União. Não se pode fazer previsões com este recurso porque, muitas vezes, o montante é alterado —, continua.

Ações

A administração afirma ter adotado uma série de medidas para minimizar os reflexos da dificuldade de fluxo de caixa. Dentre as ações, constam a redução de despesas, revisão do valor repassado para Santa Casa, rescisão de convênios e contratos que onerem o erário público, bem como a regulação, realocação e rescisão de cargos comissionados e agentes políticos.

Estas medidas não se aplicam às unidades onde a função dos mesmos é indispensável e essencial para o funcionamento dos serviços públicos no âmbito da administração municipal.

Cortes de funcionários comissionados não foram descartados, além da revisão do valor repassado à Santa Casa.

— Em relação ao Pronto Atendimento Hospitalar (PAH), haverá alteração do valor de repasse à Santa Casa de Misericórdia de Carmo da Mata, sem que tal ação afete o funcionamento normal e provoque prejuízo aos cidadãos — finaliza.

 

Fonte: Jornal A Notícia

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