Carregando clima…
Política

Baixa renovação na Câmara reflete satisfação com atual legislatura

Baixa renovação na Câmara reflete satisfação com atual legislatura

Ígor Borges

A posse da 26ª Legislatura de Divinópolis está cada vez mais próxima. Em janeiro, os 17 parlamentares eleitos começam serão oficializados nos cargos. Entretanto, alguns cenários e panoramas chamam a atenção. Destes nomes, dez estão na atual Legislatura, seis nunca foram vereadores e um nome volta à Câmara. 

Além disso, de acordo com as movimentações apresentadas até então, grande parte dos vereadores deve ser situação ao Executivo, que segue nos próximos anos. 

O advogado especialista em Direito Público, Jarbas Lacerda, fala sobre as expectativas e pontos a serem analisados nos próximos quatro anos do poder Legislativo divinopolitano. Para ele, a baixa renovação é resultado de uma conformação dos eleitores com o Legislativo atual.

Cenário

Da atual legislatura, dez vereadores foram reeleitos. São eles: Wesley Jarbas (Republicanos), Israel da Farmácia (PP), Josafá Anderson (Cidadania), Ana Paula do Quintino (Avante), Breno Junior (Novo), Rodyson do Zé Milton (PV), Ney Burguer (Novo), Flávio Marra (PRD), Hilton de Aguiar (Agir) e Anderson da Academia (Republicanos).

Sete não continuam no cargo. Entre eles, apenas Ademir Silva (PSDB) não concorreu ao Legislativo, pois montou uma chapa à Prefeitura com Laiz Soares (PSD) e saiu derrotado. César Tarzan (Republicanos), Lauro Capitão América (PDT), Piriquito Beleza (Republicanos), Roger Viegas (União Brasil), Deusdete Campos (PV) e Edsom Sousa (PSD) também não foram reeleitos.

O novato mais votado foi Walmir Ribeiro, do PL. Outro estreante no Legislativo é Vitor Costa (PT). Kell Silva, do PV, também garantiu seu primeiro mandato como vereadora. Até então suplente da atual legislatura, Washington Moreira (Solidariedade) assume a cadeira em janeiro.

Vereador entre 2013 a 2020, Dr. Delano (PL) está de volta à Câmara. Matheus Dias (Avante) garantiu a segunda vaga no partido, enquanto Welington do Danilo Passos (PP) fecha a lista dos novatos eleitos.

Jarbas Lacerda diz que o Legislativo se subdivide em dois momentos. Antes do processo eleitoral pós-eleição.

— O primeiro, antes do processo eleitoral, reflete muito mais a influência dos candidatos em suas bases eleitorais, cuja escolha o eleitor não considera preponderante o partido, mas o candidato. Por isso, a renovação é parcial e reflete de certa forma a conformação do eleitor em relação aos vereadores que continuam na Câmara — explica. 

Situação x oposição

Outro cenário a ser analisado é o de oposição e situação. Novamente, a tendência é que a base do Executivo supere a bancada de oposição. 

O especialista diz que então, o segundo momento entra em cena quando os vereadores decidem suas posições políticas.

— O segundo, uma vez empossados, a estrutura de atuação dos vereadores depende da organização dos partidos em torno de apoiar ou não o Executivo municipal, a base de sustentação do governo é feita mediante a adesão dos partidos políticos e, quando há adesão do partido e junto deve vir o apoio do vereador — comenta. 

Para Lacerda, a relação entre Executivo e Legislativo tem que ser, acima de tudo, harmônica e equilibrada.

— A existência de uma base política de sustentação na Câmara Municipal se desenvolve exclusivamente no campo político, pela adesão ou divergência de ideias e isto determina a base de apoio político que o Poder Executivo possa ter na Câmara Municipal — relata.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…