Brasil intensifica ajuda humanitária à Venezuela com envio de vacinas

Da Redação
A resposta humanitária brasileira aos terremotos que devastaram parte da Venezuela ganhou um novo reforço neste fim de semana. O Ministério da Saúde enviou 350 mil doses de vacinas ao país vizinho para auxiliar na prevenção de doenças em meio ao cenário de destruição provocado pelos abalos sísmicos, que já deixaram 3.342 mortos e mais de 16,7 mil feridos, segundo o balanço oficial mais recente divulgado pelo governo venezuelano.
A remessa foi embarcada no sábado, 4, e reúne 100 mil doses da vacina contra a febre amarela e 250 mil doses da vacina contra a raiva canina. De acordo com o Ministério da Saúde, os imunizantes serão utilizados nas ações emergenciais de saúde pública, buscando evitar surtos de doenças em um momento em que parte da infraestrutura do sistema de saúde do país foi comprometida.
Segundo a pasta, o envio das vacinas não compromete o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A carga foi transportada em um voo humanitário, com chegada prevista à Venezuela para distribuição às áreas atingidas.
Ajuda humanitária
Além das vacinas, o Brasil já enviou aproximadamente 7,1 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos desde o início da operação de assistência internacional.
Entre os materiais encaminhados estão antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, gazes, luvas, máscaras, ataduras e equipamentos utilizados em atendimentos de urgência.
A manutenção da vacinação e o envio de medicamentos fazem parte das estratégias para reduzir o risco de doenças infecciosas, comuns após grandes desastres naturais, quando há dificuldades de acesso à água tratada, interrupção dos serviços públicos e deslocamento de milhares de pessoas.
Bombeiros de Divinópolis
Enquanto o apoio em saúde é reforçado, militares mineiros continuam atuando nas operações de busca e salvamento.
Treze bombeiros de Minas Gerais integram a força-tarefa brasileira enviada à Venezuela. Entre eles estão dois militares lotados em Divinópolis, que fazem parte do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad).
A equipe deixou Belo Horizonte no dia 26 de junho e passou a integrar o grupo brasileiro especializado em operações de busca e salvamento urbano em estruturas colapsadas.
Os militares trabalham principalmente nas regiões de La Guaira e Caracas, consideradas entre as mais afetadas pelos terremotos. Eles utilizam equipamentos específicos para operações em edifícios destruídos, incluindo ferramentas de corte, sistemas de escoramento, equipamentos de busca técnica, iluminação e suporte médico.
A missão é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com apoio do Governo de Minas Gerais. Além das buscas por sobreviventes, os bombeiros também podem atuar na avaliação de danos estruturais, apoio logístico e assistência às comunidades atingidas.
Número de vítimas
O novo balanço divulgado no domingo, 5, aponta que o número de mortos subiu para 3.342 pessoas. No dia anterior, o governo venezuelano informava 2.954 vítimas fatais, demonstrando que equipes de resgate continuam localizando corpos sob os escombros.
Também houve aumento no número de feridos, que passou de 16.592 para mais de 16.700 pessoas.
Durante as celebrações do Dia da Independência da Venezuela, realizadas em Caracas, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o país responderá à tragédia com solidariedade e descartou a possibilidade de instabilidade social provocada pelo desastre.
Apesar da declaração oficial, moradores das áreas mais atingidas relataram dificuldades no atendimento e cobraram maior rapidez na assistência às vítimas.
Mobilização internacional
Os terremotos provocaram o desabamento de edifícios, danos à infraestrutura urbana e interrupção de serviços essenciais em diversas regiões venezuelanas.
Diante da dimensão da tragédia, diferentes países passaram a mobilizar equipes de resgate, medicamentos, equipamentos e insumos para auxiliar nas operações humanitárias.
A participação brasileira reúne ações em diferentes frentes, desde o envio de profissionais especializados em busca e salvamento até o fornecimento de medicamentos, materiais hospitalares e vacinas destinadas a reduzir os impactos sanitários do desastre.
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