Cidade registra números positivos na abertura de novas empresas

Jorge Guimarães
Divinópolis tem se destacado no cenário econômico de Minas Gerais como um importante polo de desenvolvimento, impulsionado especialmente pela abertura de novas empresas. Nos últimos anos, a cidade tem registrado saldos positivos que refletem o dinamismo de sua economia local. Desempenho que coloca Divinópolis em evidência no panorama empresarial regional, sendo um exemplo de como a iniciativa privada, aliada às políticas públicas e à infraestrutura estratégica, pode contribuir para o crescimento sustentável. Com setores diversificados, como comércio, serviços e indústria, a cidade tem atraído investidores e fortalecido sua posição no Centro - Oeste.
Números
Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo de Divinópolis, mostram que entre janeiro e outubro, foram registrados 1.376 novos negócios, incluindo empresas médias e de pequeno porte.
Apesar do encerramento de 868 atividades no mesmo período, a cidade ficou com um saldo positivo de 508 novos empreendimentos. NúmeroS, que conforme especialistas, refletem a capacidade de adaptação e a resiliência dos empreendedores locais em uma retomada da economia do município.
— O crescimento é impulsionado por fatores como o ambiente favorável ao empreendedorismo, políticas públicas de apoio e o potencial de mercado da região. Esse equilíbrio positivo reforça o papel de Divinópolis como um polo econômico em constante evolução e com oportunidades para todos os segmentos — avalia o economista Lazaro Ribeiro.
E em meio a este desenvolvimento, os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm se destacado como protagonistas do dinamismo econômico em Divinópolis. Entre janeiro e outubro deste ano, foram registradas 4.599 novas aberturas de MEIs, enquanto 2.947 encerraram suas atividades, resultando em um saldo positivo de 1.652.
— Com um ambiente favorável ao empreendedorismo e o interesse crescente por modelos de negócios independentes, Divinópolis se consolida como um polo promissor para os pequenos empreendedores — pontua Lazaro.
Últimos quatro anos
Entre 2021 e 2024, a cidade apresentou crescimento econômico consistente, com números significativos de empresas ativas e novos empreendimentos. Segundo dados, também da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o município conta atualmente com 13.632 empresas ativas. Durante esse período, foram abertas 5.267 empresas e encerradas 3.048, resultando em um saldo positivo de 2.219 negócios.
No caso dos MEIs, os números são ainda mais expressivos. No momento a cidade registra 24.819 MEIs ativos, com 18.631 novos registros nos últimos quatro anos e 9.783 encerramentos, saldo positivo de 8.848.
— Esses dados reforçam o dinamismo econômico de Divinópolis, com destaque para o papel estratégico dos MEIs — observa o economista.
Desenvolvimento
Os dados mais recentes reforçam a trajetória positiva da cidade no cenário econômico. Além de atrair novas empresas, o município tem se destacado por oferecer um ambiente propício à continuidade e expansão de negócios já consolidados.
De acordo com especialistas, essa dinâmica cria um ciclo virtuoso que beneficia toda a comunidade.
— O desempenho reflete uma combinação de fatores, como políticas públicas desenvolvidas, suporte ao empreendedorismo e o potencial do mercado regional, consolidando a cidade como um polo de oportunidades e crescimento — define Ribeiro.
Geração de empregos
A criação de novas empresas desempenha um papel crucial no desenvolvimento econômico e social de um município, como comprovam estudos. Além de dinamizar a economia local, as iniciativas são responsáveis pela geração de empregos, promovendo renda e qualidade de vida para a população.
— A abertura de novos negócios também contribui para a diversificação da economia municipal, reduzindo a dependência de setores tradicionais e tornando o município mais resiliente às crises econômicas. Startups, por exemplo, têm potencial para trazer tecnologias e soluções inovadoras, enquanto empresas pequenas e médias impulsionam o consumo interno — finaliza Ribeiro.
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