Cleitinho debate Reforma Tributária e recebe elogios de Haddad
O senador divinopolitano, Cleitinho Azevedo (Republicanos/MG), foi elogiado por suas ponderações pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O petista esteve no Senado na quinta-feira, 27, para discutir “Juros, inflação e crescimento”, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Durante sua fala, Cleitinho citou a importância de criar reformas econômicas e administrativas que não penalizem os trabalhadores e empresários.
— O senhor [Fernando Haddad] é professor. [Não pode] Um professor pagar a conta. Agora, com todo respeito, tenho o maior respeito pelos juízes, o cara tirar férias e receber R$ 1 milhão de férias. Essa é a reforma administrativa que a gente precisa mexer e eu conto com Vossa Excelência — afirmou.
O discurso do senador foi recebido como elogios pelo ministro da Fazenda.
— Pode contar porque o seu discurso foi música para os meus ouvidos. É a primeira vez, em muito tempo, que eu vejo um senador com a sua coragem colocar o dedo em uma ferida tão expressiva da sociedade brasileira e que comove tanto a população brasileira de baixa renda — parabenizou Haddad, que expressou interesse em conhecer com mais detalhes os projetos do senador para os cortes de despesas no alto escalão dos serviços públicos.
— A Fazenda vai apoiar — garantiu.
Ao longo de seu pronunciamento, o político do Republicanos pediu união em prol de projetos de interesse dos brasileiros. Apesar de ser oposição, ele disse estar à diposição para discutir e aprovar medidas benéficas.
— Vocês têm as pastas mais importantes deste país. E eu peço que vocês se unam com o presidente Lula e, em vez de ficar jogando diretas ou indiretas sobre o que precisa fazer, sentem e busquem a maneira para reduzir os juros. (...) Sei que muitas das vezes a oposição tem um projeto de poder e quer atrapalhar para depois entrar. Eu não. Tudo que for a favor do povo, eu quero ajudar — pontuou.
Cleitinho citou o custo anual de R$ 15 bilhões do sistema político.
— Vamos falar de verdade, quem que gera riqueza neste país aqui? São os trabalhadores e os empresários Quem gera despesas? Somos nós, os três poderes. (...) Está na hora de a gente fazer uma reforma administrativa, política. A população brasileira não pode pagar a conta. (...) O problema está aqui, com essa briga que fica se é de esquerda ou direita, a gente nunca olha para frente.
Diante deste cenário, o senador voltou a defender o corte de despesas dentro dos Três Poderes e reverter as economias para pautas importantes, citando exemplos do financiamento do piso da enfermagem e a construção de casas do programa ‘Minhas Casa, Minha Vida’.
— Como um salário mínimo vai ter poder de compra? Precisamos ter coragem para resolver, sentar e conversar. (...) Não podemos colocar imposto para quem gera riqueza, temos que cortar da própria carne. Precisamos parar de investir em políticos e investir na população. Em vez de brigar, se unam para melhorar o país — concluiu.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
