Prefeitura avalia imóveis para mudança do Serviço do Luto

Da Redação
Após diversas inundações e perdas materiais, o Servço Municipal do Luto deve mudar de local. A Prefeitura já abriu chamamento público em busca de um novo imóvel. O prazo para credenciamento dos interessados terminou na quarta-feira, 30. O atual espaço, na avenida Antônio Olímpio de Morais, entre Pernambuco e Sergipe, convive com constantes alagamentos durante as chuvas.
A Administração já havia confirmado em março que procurava por uma nova estrutura.
Condições
O imóvel deve estar localizado na região central e ter área com capacidade para abrigar, no mínimo, quatro veículos e espaço adequado para preparação de corpor e estoque de urnas.
— A área construída precisa ter no mínimo a seguinte estrutura: 01 cômodo para área administrativa, 01 cômodo para a gerência do serviço, 01 cômodo para exibição de urnas funerárias, 01 cômodo para acomodar o arquivo, 01 cômodo de descanso dos agentes funerários em regime de plantão, recepção, copa e cozinha, banheiro masculino e feminino — detalha o edital.
O contrato terá duração inicial de 12 meses, com custo anual estimado de R$ 30 mil.
Escolha
O próximo passo é a análise das propostas pela Comissão de Contratação e, caso necessário, inclusive visitar os locais.
— No caso de haver mais de um imóvel que atenda aos requisitos especificados, a Prefeitura de Divinópolis deverá realizar um procedimento licitatório público, visando a concorrência entre os mesmos para obtenção da proposta mais econômica. Caso contrário, será escolhido o imóvel que se mostrar mais viável — ressalta a Prefeitura no edital.
Chuvas
O local sofre com alagamentos durante o período de chuvas. Em março deste ano, o Sindicato dos Servidores Municipais (Sintram) criticou a situação e alertou para o risco de dano ao patrimônio.
— Salas, banheiros e outros cômodos se encontravam completamente alagados, impossibilitando o funcionamento normal do serviço e prejudicando os servidores que ali trabalham — apontou o sindicato.
Segundo uma servidora, que não quis se identificar, “é difícil ter condições psicológicas de atender uma pessoa enlutada com a água batendo em nossas pernas”.
Para o presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, são necessárias medidas para melhorar as condições de trabalho dos servidores.
— Não podemos aceitar que, repetidamente, a falta de infraestrutura adequada e a negligência da Prefeitura comprometam um serviço tão importante para a população. Exigimos a interdição imediata do local até que todas as medidas necessárias sejam implementadas para garantir a segurança e a preservação dos bens e documentos — ressaltou.
Para ele, é fundamental a garantia de um espaço seguro.
— É inaceitável que caixões e estruturas essenciais sejam comprometidas por alagamentos recorrentes — destacou.
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