Carregando clima…
Política

Cleitinho defende Bolsonaro e diz que STF faz ‘julgamento político’

Cleitinho defende Bolsonaro e diz que STF faz ‘julgamento político’

Da Redação

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) negou que tenha havido tentativa de golpe de Estado incentivado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita no plenário do Senado na quarta-feira. 

Críticas

Para o senador, muito político tem que “lavar a boca” para falar do ex-presidente.

— Se Deus descer do céu e abrir a capivara de cada político desse Brasil aqui, muitos nem vão virar réus e vão direto para o inferno — declarou.

Cleitinho também fez críticas ao presidente Lula (PT), lembrando casos de denúncias de irregularidades em seus governos e defendeu prisão perpétua para quem desvia dinheiro público. Para o senador, o julgamento de Bolsonaro não foi justo pelo fato de alguns ministros do STF terem sido indicados pelo atual presidente.

— Foi um julgamento político. Uma palhaçada que virou este país! Se prender Bolsonaro, vai parar o Brasil — registrou.

O senador ainda criticou algumas penas impostas pelo Supremo aos condenados pelos crimes que culminaram nas depredações do dia 8 de janeiro de 2023. Ele disse que outros condenados por corrupção conseguem em pouco tempo se livrar da cadeia.

— Temos uma Justiça imunda neste país!

Posicionamentos

Outros senadores também utilizaram a tribuna para comentar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar Jair Bolsonaro e sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado. A maioria dos que se manifestaram faz parte da ala oposicionista e saiu em defesa do ex-presidente, entre eles, ex-ministros de seu governo, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), Jorge Seif (PL-SC), e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Eles criticaram a decisão dos ministros de aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Inexistência de crime, criação de uma narrativa, motivação política e desrespeito ao devido processo legal" foram alguns dos argumentos utilizados pelos oposicionistas. Damares, por exemplo, afirmou que “não há provas documentais que sustentem a acusação de tentativa de golpe contra o ex-presidente”. O senador Pontes disse que ““a imparcialidade deu lugar à narrativa” e que os “ votos previamente redigidos demonstraram que o juízo de valor já estava firmado”. Já  Jorge Seif (PL-SC) apontou que “a chamada minuta do golpe nunca foi assinada”. 

— Estamos, portanto, falando de uma narrativa. Mas é uma narrativa construída dentro do Supremo Tribunal Federal. (...) Se o tal documento é prova de golpe, então todo jurista que já redigiu uma simulação jurídica, todo advogado que esboçou uma tese impopular, todo acadêmico que já escreveu sobre medidas condicionais polêmicas deve ser preso? — criticou. 

Outros senadores também questionaram a decisão entre eles, o líder do PL, Carlos Portinho (RJ), Esperidião Amin (PP-SC), Alan Rick (União-AC), Wellington Fagundes (PL-MT), Marcos Rogério (PL-RO), Magno Malta (PL-ES), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e  Cleitinho (Republicanos-MG).

Democracia

Entre os governistas, o único a se manifestar foi Humberto Costa (PT-PE). Ele classificou a decisão do STF como “histórica” e “uma vitória da democracia”.

— Este é um momento importante, porque nós vamos, se Deus quiser, pôr fim, depois disso, a qualquer tentativa de afrontar a nossa Constituição e de atentar contra a democracia no nosso país — afirmou.

(Com informações da Agência Senado).

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…