Como será o Brasileirão?

José Carlos de Oliveira
Os estaduais vão chegando ao seu final e nada de novo tem aparecido este ano no futebol brasileiro. Mas não era para menos, a realidade é que os torneios regionais não podem mesmo servir de parâmetro para se ter uma noção de como será a temporada de um time no restante do ano. Os campeonatos de cada estado, sem exceção, de nada servem, e muita coisa muda a partir daí.
Desculpa de perdedores?
Não é bem assim. É apenas a realidade. Tirando o sofrimento das torcidas que viram seus times em mal momento nos regionais, nem mesmo a festa dos campeões é garantia de sucesso ou fracasso no restante do ano. A verdade é que, como acontece em todos os anos, as equipes sem exceção alguma, só começam a olhar com mais carinho para a temporada a partir do terceiro, quarto mês do ano, quando os estaduais já estão em sua reta final.
Hora de mudanças
Quem se deu mal começa a se mexer para encontrar soluções e um melhor futebol, e nem quem se deu bem, terá a garantia de vitórias nos meses futuros. Não é raro os casos em que o sucesso nos estaduais mascara a verdade, e os times passam a jogar menos que apresentaram em torneios mais duros, equilibrados. Esta é a realidade, e contra esta verdade nem há argumentos possíveis.
Vai dando a lógica
No Campeonato Mineiro vai dando a lógica e, com a goleada de 4 a 0 no jogo de ida, o Atlético já colocou não uma, mas as duas mãos na taça do Hexa, fazendo valer sua condição de favorito, o que já era antes mesmo de a bola rolar. E a verdade é que, tirando uma meia dúzia de americanos (incluindo aí seus diretores e jogadores) que sonhavam com algo maior, a imensa maioria já tinha noção da realidade e sabia que um título para o Coelho seria uma zebra sem tamanho.
Falhas, sim...
...mas não a culpa pela derrota. Tudo bem que no jogo de ida, no fim de semana, uma falha grotesca de seu goleiro no primeiro gol do Galo, aos cinco minutos de jogo, e a expulsão de seu volante lodo depois, tenham contribuído sim para a goleada, mas não o bastante para creditar nos lances toda a razão do resultado. A falha e a expulsão pesaram sim a favor do Galo, mas mesmo sem elas o Atlético tinha amplas condições de fazer o resultado, simplesmente pelo fato de ser muito mais time que seu adversário.
Simples assim... Nada mais que isso...
Espera, que chega a angustiar
Este mês deve ser decisivo, de sofrimento e angústia para o torcedor do Guarani, que ainda não tem a mínima noção do que a diretoria – SAF e Associação – está preparando para a disputa do Módulo II. E este silêncio dos dirigentes só faz aumentar a expectativa de todos. O que vem por aí? Teremos um time forte? O técnico João Paulo vai repetir o sucesso do ano passado?
Muitas perguntas...
...e nem uma resposta. Não há como garantir o que vem por aí, e nem mesmo a Mãe Dinah seria capaz de prever como será. Então não há outra solução para todos a não ser esperar pelos próximos passos da diretoria, e torcer mais do que nunca para que acertem em suas escolhas, e presenteiem o seu fiel torcedor, com um time à altura de seus sonhos.

É muita pressão por resultados – O brasileiro é movido à paixão e sua cobrança por resultados muitas vezes chega às raias do absurdo, da loucura. E nem é somente no futebol não, é assim em qualquer esporte que tenha um brasileiro competindo, onde heróis e vilões são moldados em questão de dias, minutos. Nada que não sejam as vitórias interessa. Vejam o caso agora do garoto João Fonseca, um menino ainda, que já sente sobre os seus ombros esta cobrança exagerada por resultados. Bastaram um, dois tropeços, para os profetas do Apocalipse já deitar a falação e garantirem que ele não irá muito longe. Calma pessoal, muita calma nesta hora, para não botar tudo a perder, e destruírem uma joia preciosa do esporte brasileiro.
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