Diretoria celeste marcando bobeira

José Carlos de Oliveira
Os sinais estavam todos aí e só não enxergavam se não quisessem. Não dava mais para a diretoria do Cruzeiro, leia-se Pedro Lourenço (dono da SAF) e Alexandre Mattos (diretor de Futebol) ficarem dando de uma de bons meninos e não meterem de vez o pé na bunda do tal de Fernando Diniz, que para começo de conversa nem deveria ter sido contratado.
Teimoso
Com sua mania de jogar, o “falso” treinador não aceita abrir mão. Em outros tempos, quando os adversários ainda não conheciam seu modo de ver o jogo, ele ainda conseguia alguns resultados, mas isso agora é passado. Hoje, como todo mundo já o conhecendo e tendo a certeza de que ele não abre mão de seu esquema (ou não sabe nenhum outro jeito de treinar um time) as equipes passam a ser facilmente batidas por qualquer time mediano, mesmo sendo tecnicamente inferiores ao que hoje dirige, no caso o Cruzeiro. E os últimos jogos deixaram isso bem claro.
Não dava mais para aguentar tamanha teimosia e incompetência... o que vinha sendo traduzido em vaias.
Insatisfação total
E a “birra” da China Azul com o treinador vinha desde o ano passado, quando sob seu comando o time celeste foi um dos piores na reta final do Brasileirão – só se salvou de um desastre maior pelos pontos conquistados pelo seu antecessor, Seabra — e a péssima campanha continuou também neste ano, com o Cruzeiro vencendo apenas quatro jogos (no total) sob seu comando.
E nestas condições não havia como mantê-lo no cargo. E já deveria ter sido mandado embora era desde o final do Campeonato Brasileiro. Ganhou sobrevida com os reforços, contratados a peso de ouro, e nem assim conseguiu fazer o time celeste apresentar alguma qualidade em campo, um futebol ao menos razoável.

Pressão era enorme
Se realmente querem fazer um Cruzeiro vencedor os dirigentes tinham mesmo que se ater aos fatos e dar ouvidos à voz das arquibancadas. E o que se viu em Brasília e no Mineirão nos últimos jogos eram apenas uma amostra do que poderia vir nos jogos futuros, se insistissem em manter Diniz no comando do time. As vaias seriam ainda maiores e a pressão viria de todos os lados, até mesmo de patrocinadores do clube.
Alívio
Menos mal, que na manhã desta segunda, este filme de terror tenha chegado ao fim, com a diretoria metendo o pé na bunda do treinador, após uma reunião pela manhã, para satisfação geral e alegria da nação azul estrelada.
Galinho deixa Cuca numa roubada
O planejamento do Atlético para este início de ano pode significar uma complicação ainda maior para o time comandado pelo técnico Cuca. Disputando as três primeiras rodadas do Campeonato Mineiro com reservas e garotos do Sub-20, o Atlético não venceu, empatou todos os jogos e hoje ocupa a lanterna de seu grupo no estadual, deixando o treinador do time principal com um problemão a resolver.
Vencer e vencer
Não custa nada lembrar que, pelo regulamento do Estadual deste ano, apenas os campeões de cada grupo, mais o segundo melhor colocado no geral, avançam para a segunda fase, e o campeonato é de tiro curto, com cada time fazendo apenas oito jogos. E a matemática é simples e passa agora a ser um problemão que o técnico terá que se virar para resolver.
Com o Atlético tendo apenas mais cinco jogos a disputar, sendo dois deles clássicos contra os grandes (o primeiro nesta quarta-feira, frente ao América), a obrigação de vitória pode ser um complicador a mais e jogar não apenas areia, mas lama, em todo o início de ano do Galo.
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