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Economia

Consumo nos lares cresce no 1º trimestre 

Consumo nos lares cresce no 1º trimestre 

Jorge Guimarães 

A demanda dos consumidores nos supermercados mineiros apresentou um  notável crescimento de 10,38% no mês de março deste ano em comparação a fevereiro. Aumento que reflete uma tendência positiva no consumo, indicando uma maior atividade econômica e possivelmente um aumento na confiança do consumidor.

Além disso, quando comparado com março de 2023, o crescimento do consumo das famílias registrou uma expansão de 4,18%. O crescimento sugere uma melhoria contínua nas condições econômicas ou uma mudança nos padrões de consumo das famílias mineiras, impulsionando ainda mais a atividade econômica regional.

Pesquisa 

Os dados são do Índice de Consumo dos Lares Mineiros, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (Amis) com empresas de todos os portes em todas as regiões do Estado. A pesquisa, referente a março, revela também que o acumulado do consumo no trimestre ficou em 2,71%.  O Índice de Consumo dos Lares Mineiros é deflacionado pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), levantado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

O presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala, analisa  o resultado. 

— Primeiramente, tivemos a coincidência de um conjunto de fatores em relação ao calendário. Além de 31 dias em março, contra 29 em fevereiro, no mês de março tivemos cinco finais de semana e em fevereiro, quatro. Adicionalmente, foram finais de semanas “cheios”, com cinco sextas-feiras, cinco sábados e cinco domingos, o que faz muita diferença no consumo nas lojas — explica.

Ainda em relação ao calendário, o executivo da Amis, lembra que a Semana Santa ocorreu inteiramente em março, motivando maior procura no setor no mês. 

— Esse é um período em que as pessoas fazem questão de buscar nas lojas aqueles produtos ligados às tradições da época, e o setor se prepara para que esse consumidor seja atendido da melhor forma possível.   Isso reflete no volume da cesta de consumo — frisa.

Crescimento acumulado

Em relação ao acumulado de janeiro a março, Claret explica que o crescimento do número de pessoas com renda, seja pelo aumento do emprego ou por outras fontes, contribui diretamente para esse desempenho no setor.

Ele lembra ainda que o índice de 2,71% no trimestre se aproxima das projeções para todo o ano, que são de 3%. Porém, avalia o presidente executivo da Amis, certamente a demanda continuará em crescimento, mas não nessa proporção. 

— É um bom primeiro trimestre, mas é só o início. Apostamos em um ano de crescimento, sim, mas estamos cientes também dos desafios do setor, como os altos custos, a falta de mão de obra e um cenário internacional bastante incerto do ponto de vista das tensões geopolíticas, de onde não sabemos o que pode vir  — pondera Claret.

Aumento da renda 

O aumento da renda disponível das famílias é um indicador fundamental para impulsionar o consumo, especialmente em setores como o varejo de supermercados. Quando mais pessoas têm acesso a uma renda estável e crescente, tendem a gastar mais em bens essenciais e supérfluos, o que, por sua vez, estimula o crescimento do comércio.

Além disso, outras fontes de renda, como programas de transferência de renda, investimentos e até mesmo a economia informal, também desempenham um papel importante no aumento do poder de compra das famílias.

— O crescimento do número de pessoas com renda, seja através do aumento do emprego ou de outras fontes, é um fator fundamental que impulsiona o desempenho do setor supermercadista, criando um ciclo virtuoso de crescimento econômico para vários segmentos — destaca o economista Lazaro Ribeiro.

Tendência 

Essa tendência de crescimento pode influenciar positivamente diversos aspectos da economia local, desde o aumento do emprego até o fortalecimento da cadeia de abastecimento.

— Esses dados revelam um cenário favorável para o setor varejista de supermercados em Minas Gerais, destacando a superação e a capacidade de adaptação dos consumidores frente a diferentes contextos econômicos e sociais — avalia o economista. 

Regiões

De forma geral, o consumo nas regiões não registrou grandes variações em março sobre fevereiro. O maior desempenho ocorreu na Zona da Mata, com 11,73%, e o menor crescimento ocorreu no Norte/Noroeste, com 7,25%. Mas sem fatores que chamem à atenção, exatamente, pelo perfil de crescimento dessas regiões historicamente verificado na pesquisa. A região Centro-Oeste teve um crescimento de 2,17% no trimestre. 

— Este início de ano foi ótimo para a nossa rede. Sendo um segmento de muita competitividade, tivemos que realizar muitas ações para atingir nossas metas. Destaque para o mês de março, que com a Semana Santa, deu uma ótima guinada nas vendas. Um crescimento de 2% em igual período do ano passado – definiu o gerente de uma loja de rede, Sérgio Antônio de Oliveira. 

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