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Política

De olho nas eleições de 2026, PSD amplia base com filiação de 30 novos prefeitos em Minas

Por Bruno
De olho nas eleições de 2026, PSD amplia base com filiação de 30 novos prefeitos em Minas

Lucas Maciel

A menos de um ano das eleições de 2026, o cenário político de Minas Gerais começa a se movimentar com intensidade. Partidos e lideranças locais intensificam negociações e articulações em busca de maior protagonismo, enquanto eleitores acompanham os primeiros sinais de definições sobre candidaturas e alianças. 

Entre as siglas que se destacam está o Partido Social Democrático (PSD), que vem consolidando sua presença e ampliando sua base de prefeitos e lideranças municipais. O partido realizou na noite desta segunda-feira, 15, um encontro estadual em Belo Horizonte, reunindo prefeitos, deputados e dirigentes nacionais. O evento tem como objetivo fortalecer a sigla, discutir estratégias para o próximo ciclo eleitoral e consolidar sua posição como uma das principais forças políticas de Minas Gerais.

O fortalecimento do partido levanta atenção especial sobre o senador Rodrigo Pacheco, uma das principais lideranças do PSD em Minas. Embora ainda não tenha definido se disputará o governo estadual, seu nome já é considerado estratégico e capaz de influenciar o cenário eleitoral mineiro. 

Novas filiações

O encontro estadual, realizado nesta segunda-feira, 15, em um hotel de Belo Horizonte reforçou a força do partido no Estado e seu papel estratégico para as eleições de 2026. 

O evento reuniu prefeitos, deputados e dirigentes nacionais, criando um espaço de articulação política e troca de experiências entre lideranças de diferentes regiões do estado. Segundo integrantes da sigla, a reunião teve como objetivo fortalecer a unidade interna, avaliar a atuação de parlamentares e gestores municipais e projetar o PSD como protagonista no cenário político mineiro.

Um dos pontos centrais do encontro foi a filiação de 30 novos chefes do Executivo, movimento que amplia a base do partido no estado e consolida sua presença em municípios estratégicos. 

Entre os presentes, destaca-se a participação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, atualmente secretário no governo de Tarcísio de Freitas, em São Paulo. Além dele, dirigentes estaduais discutiram estratégias para ampliar a base do partido. 

Crescimento

O crescimento do PSD em Minas Gerais nos últimos anos tem chamado atenção de políticos e analistas. O partido elegeu, nas eleições de 2024, prefeitos em 142 municípios, consolidando-se como a sigla com maior número de prefeituras no estado. Com a filiação dos novos prefeitos, o partido pode comandar 170 cidades.

Entre os municípios onde o PSD se fortaleceu estão tanto cidades de médio porte quanto capitais estratégicas, como Belo Horizonte, que foi vencida pelo partido em 2024 com a eleição de Fuad Noman. Com a morte do prefeito no início deste ano, a gestão da capital passou para Álvaro Damião, do União Brasil, mas a presença do PSD na cidade ainda mantém relevância política e simbólica para a sigla.

Analistas políticos apontam que o fortalecimento da sigla em Minas Gerais dá ao partido uma posição estratégica para as eleições do ano que vem. A ampliação da base de prefeitos significa maior capilaridade eleitoral, capacidade de mobilização local e influência sobre decisões importantes nas cidades, além de consolidar o partido como um dos protagonistas do debate político estadual.

Governador? 

O crescimento e a ampliação da base de prefeitos também colocam o senador Rodrigo Pacheco em evidência no cenário eleitoral mineiro. Considerado uma das principais lideranças do partido em Minas Gerais, Pacheco ainda não definiu se disputará o governo estadual em 2026, mas seu nome é visto como estratégico por integrantes da sigla.

A aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem gerado atenção e especulações sobre alianças futuras. Em recente entrevista, Lula afirmou que, caso o senador se candidate, “será eleito” e destacou a importância de Pacheco para o cenário político estadual. 

— Se ele for candidato, será o futuro governador de Minas Gerais. Espero que, dentro de poucos dias, a gente tenha essa definição — destacou. 

Pesquisas

O cenário eleitoral em Minas Gerais também apresenta outros nomes fortes. Segundo pesquisa Quaest divulgada no último mês, a intenção de voto para o governo estadual indica que Cleitinho (Republicanos) lidera com 28%, seguido por Alexandre Kalil (sem partido) com 16%, e Rodrigo Pacheco (PSD) com 9%. 

Outros possíveis candidatos incluem Mateus Simões (Novo), com 4%, enquanto 17% dos eleitores se declararam indecisos e 26% pretendem votar branco, nulo ou não votar.

O levantamento também mostra que a aprovação do governo de Romeu Zema caiu nos últimos meses: passou de 62% em fevereiro para 55% em agosto, enquanto a desaprovação subiu de 30% para 35%.

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