Dengue avança em Divinópolis: cinco mortes estão sob investigação

Da Redação
Mais uma morte por dengue está sob investigação em Divinópolis, elevando para cinco o número de casos suspeitos. De acordo com a última atualização da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), divulgada na terça-feira, 25, o município já registra 715 casos confirmados da doença e 76 internações.
Último caso
A mais recente morte em investigação é a de uma idosa de 67 anos, que apresentava comorbidades. Segundo a Prefeitura, os primeiros sintomas surgiram em 8 de março, incluindo febre, mialgia e leucopenia. A paciente foi internada dois dias depois, em 10 de março, e teve resultado reagente para dengue IgM no exame de sorologia.
Notificações
O número de notificações da doença em Divinópolis continua aumentando, e chega a 1.326 casos. O bairro com maior incidência é o Bom Pastor, com 60 notificações, seguido pelo Centro, com 55, e Santa Rosa, com 39.
Combate
Diante do avanço da dengue, a Prefeitura intensificou as ações de combate ao Aedes aegypti, implementando o uso de drones para mapear áreas de risco. Inicialmente, os equipamentos estão percorrendo os bairros Bom Pastor, Padre Libério, Danilo Passos I e II, Manoel Valinhas e Dr. José Thomaz, locais classificados como de alto risco epidemiológico, conforme o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em janeiro de 2025.
Além desses seis bairros, outros 15 serão contemplados pela ação ao longo do primeiro semestre, com uma média de 270 hectares monitorados mensalmente. Entre as regiões que receberão a iniciativa estão Quintino, Nilda Barros, Casa Nova, Campina Verde, Ponte Funda, Nações, Sagrada Família, Centro, Vila Central, Vila Cruzeiro, Sidil, São Judas, Morada Nova, Bela Vista e São Francisco.
Após o processamento das imagens coletadas pelos drones, os agentes de saúde farão vistorias in loco para eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Outras ações
Além da tecnologia, a Prefeitura mantém o trabalho diário dos agentes de endemias, que percorrem a cidade removendo materiais que possam acumular água e orientando a população sobre a prevenção.
Nos postos de saúde, são promovidas palestras e campanhas educativas, levando informações também às escolas, a fim de conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância do combate ao mosquito.
Levantamento de focos
O 1º LIRAa de 2025, demonstrou que 88% dos focos foram encontrados em residências e 12% em lotes vagos. Dos reservatórios predominantes, 42,8% dos focos estavam em recipientes passíveis de remoção (plásticos, latas, garrafas e pneus); 35% em depósitos móveis (bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas); 9,9% em locais de armazenamento de água para consumo humano (caixa d’água, tanques, poços, tambores e manilhas); 11,2% em depósitos fixos (ralos, caixa de passagem, sanitários em desuso e fonte ornamentais) e 1,1% em depósitos naturais (bromélias e ocos de árvores).
Prevenção
Diante desses dados, a Prefeitura relata que fica evidente que o envolvimento da população é essencial no combate à doença, uma vez que a maioria dos focos foi encontrada dentro das casas. Para evitar a proliferação do mosquito, é fundamental eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d’água e reservatórios sempre fechados e limpar regularmente ralos, bandejas de ar-condicionado e geladeiras.
Além disso, o uso de telas em janelas, mosquiteiros e repelentes pode ajudar a reduzir o risco de picadas. A recomendação é que, ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas na pele, a população procure imediatamente atendimento médico para evitar complicações da doença.
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