Acom fortalece atuação e atende 20.651 pacientes em 2024

Da Redação
A Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas (Acom) participou, nos dias 25 e 26 deste mês, do III Fórum de Discussão e Enfrentamento do Câncer no Estado de Minas Gerais, o “Conecta Minas". O evento realizado pela Associação Solidária às Pessoas com Câncer (Aspec) contou com a presença de várias autoridades, representantes de órgãos públicos, de hospitais, médicos e entidades ligadas aos cuidados dos pacientes oncológicos.
‘Conecta Minas’
O encontro promoveu diversos debates sobre o cenário atual da oncologia com o objetivo de buscar soluções para fortalecer o enfrentamento do câncer em Minas Gerais. Na ocasião foram debatidos o que prevê a Lei Nº 14.758 que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer.
Abordagens
Um dos temas tratados no evento foi “Cenários e perspectivas da Rede de Oncologia das Micros e Macrorregiões de Saúde de Minas Gerais”. A discussão abordou como após a aprovação da Nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, está a atuação dos profissionais, e os preparos para promover avanços concretos nas políticas públicas de saúde.
O médico oncologista da Acom e do Hospital do Câncer, Neto Pereira, participou do debate e apresentou os dados da Entidade e como os serviços da instituição estão alinhados com a nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.
— O “Conecta Minas” é um movimento que vai muito além de um evento. É um espaço de diálogo, onde os profissionais da saúde, os gestores e representantes de várias regiões se reúnem para pensarem juntos em soluções que realmente cheguem até o paciente. Nós compartilhamos desafios, trocamos experiências e construímos caminhos para fortalecer o combate ao câncer em Minas Gerais. Tudo isso se reflete em políticas públicas mais fortes e mais eficientes, e um atendimento mais rápido e humanizado para quem precisa — destacou.
Papel estratégico
O presidente da Acom, Marcelo Carlos da Silva, participou da “Mesa 4”, que abordou o tema: O Papel Estratégico das Instituições Filantrópicas no cuidado integral ao paciente e na Defesa de Direitos, Políticas Públicas e Ecossistema de Saúde”. Ele apresentou a Acom aos participantes, e enfatizou os serviços ofertados atualmente na entidade, e os investimentos futuros, que possibilitarão o aumento da capacidade de atendimento.
— A participação em eventos como este, em que se debate as ações de enfrentamento ao câncer em Minas Gerais é muito importante para a Acom, pois nos possibilita conhecer a realidade de outras Entidades e outras localidades, além de mostrar o nosso trabalho e todas ações realizadas pela Acom no centro oeste mineiro em prol das pessoas que convivem com o câncer — ressaltou.
750 mil atendimentos
A Associação atende os 54 municípios da região Centro-Oeste, e conta com três unidades de saúde, sendo elas: o Hospital do Câncer, administrado pelo Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), a Casa de Apoio e o Centro Oncológico.
A Associação atendeu no ano passado, 20.651 pacientes, o que resultou em 750.716 atendimentos gratuitos.
Incidência
Na região, o tipo de câncer mais frequente é o de pele não melanoma, seguido pelo câncer de mama e pelo câncer de próstata. Esses dados refletem a importância da conscientização e da prevenção, uma vez que, quando detectados precocemente, esses tipos de câncer possuem maiores chances de tratamento eficaz e cura.
Campanhas de conscientização
Ao longo do ano, diversas campanhas são promovidas para incentivar a prevenção, o diagnóstico precoce e os cuidados necessários para reduzir a incidência do câncer na população. Entre as mais conhecidas, destacam-se o “Outubro Rosa”, que alerta sobre a prevenção e o combate ao câncer de mama, e o “Novembro Azul”, voltado à conscientização sobre o câncer de próstata.
Além dessas, outras campanhas como o “Dezembro Laranja", focado na prevenção do câncer de pele, também são incentivadas, reforçando a importância dos exames regulares, do uso de protetor solar e da adoção de hábitos saudáveis para reduzir os riscos da doença.
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