Vacina contra febre amarela está disponível nas unidades de saúde

Da Redação
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou na terça-feira, 4, a primeira morte por febre amarela em Minas Gerais neste ano. Minas é o segundo estado a registrar morte pela doença em 2025 — o primeiro foi São Paulo — e está sob alerta do Ministério da Saúde (MS).
Morte por febre amarela
A morte foi registrada na cidade de Extrema, no Sul de Minas. O paciente foi diagnosticado com a doença na última sexta-feira, 31. Segundo a SES-MG, trata-se de um morador de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, que se deslocava diariamente para o município de Extrema. O local provável de contaminação ainda é investigado pela secretaria.
O Estado também registrou um caso positivo em primata (PNH), no município de Toledo, também no Sul de Minas.
Divinópolis
A Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), está disponibilizando a vacina contra febre amarela em todas as unidades de saúde, sem a necessidade de agendamento prévio.
A população deve verificar a carteira de vacinação, especialmente para quem tem planos de viajar para áreas com registros de transmissão.
A cobertura vacinal de febre amarela em Divinópolis em crianças menores de 1 ano, até dezembro de 2024, foi de 91,72%, abaixo da meta de 95%. Entre setembro e outubro de 2024, houve dificuldades no abastecimento da vacina, o que pode ter impactado o alcance da meta. No entanto, a situação já foi normalizada e as vacinas estão disponíveis em todas as unidades de saúde do município.
Vacinação
A vacinação é a principal medida de prevenção contra a febre amarela. Todas as pessoas que se deslocam para áreas com risco de transmissão ou para áreas rurais e de mata devem garantir que estão imunizados, tomando a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência à exposição.
• Crianças: a primeira dose é administrada aos 9 meses de idade, com uma dose de reforço aos 4 anos.
• População de 5 a 59 anos: para aqueles que não foram vacinados previamente, uma dose única é suficiente.
• Viajantes e trabalhadores: Quem recebeu a dose fracionada em 2018 e que irão para áreas com circulação do vírus ou que realizam atividades de risco devem ser vacinados com pelo menos 10 dias de antecedência.
• A vacinação de pessoas acima de 60 anos deve ser realizada com avaliação médica individualizada, considerando o risco de exposição e condições clínicas do paciente.
Contraindicações
Apesar de ser uma medida eficaz e segura, a vacina contra a febre amarela tem algumas contraindicações. Não pode-se vacinar: Crianças menores de 9 meses de idade; mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade; pessoas com alergia grave ao ovo; que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350; quem está em tratamento com quimioterapia/ radioterapia; portadoras de doenças autoimunes; pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
Febre amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves.
É uma doença de notificação compulsória imediata, ou seja, todo evento suspeito (tanto morte de primatas não-humanos, quanto casos humanos com sintomatologia compatível) deve ser prontamente comunicado/notificado, em até 24 horas após a suspeita inicial, às autoridades locais competentes pela via mais rápida (telefone, email, etc).
Às autoridades estaduais de saúde cabe notificar os eventos de febre amarela suspeitos ao Ministério da Saúde.
Transmissão
A febre amarela não passa de pessoa para pessoa. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Apenas as fêmeas transmitem a doença, pois precisam do sangue para maturar os ovos.
No Brasil, os casos ocorrem mais entre dezembro e maio, pois o calor e as chuvas favorecem a reprodução dos mosquitos. Os vetores são mais ativos entre 9h e 16h.
Os macacos não transmitem a febre amarela. Eles ajudam a identificar a circulação do vírus. Se forem encontrados mortos, são analisados para alertar as autoridades de saúde. Desde 1942, todos os casos registrados no Brasil são do ciclo silvestre, sem transmissão urbana.
Sintomas
Os sintomas iniciais são: febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após esses sintomas, mas cerca de 15% podem desenvolver uma forma grave da doença depois de um breve período.
Se sentir algum desses sinais, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar se viajou para áreas de risco nos últimos 15 dias, se observou macacos mortos na região, se foi picado por mosquitos ou se já tomou a vacina.
Dados Brasil
No período de monitoramento 2024/2025 (julho a junho) da NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 27/2025 - DEDT/DPNI/SVSA, registros de transmissão do vírus da febre amarela em primatas não-humanos (PNH) ocorreram nos estados de São Paulo (27 casos), Minas Gerais (3 casos), Roraima (1 caso) e Tocantins (2 casos).
Casos humanos também foram confirmados, com locais prováveis de infecção (LPI) em São Paulo (7 casos) e Minas Gerais (1 caso). Entre os casos humanos, 4 (50%) evoluíram para óbito, todos no estado de São Paulo. Além disso, a maioria dos casos humanos (62,5%) eram do sexo masculino, com idades variando entre 21 e 73 anos, e nenhum dos indivíduos havia sido vacinado.
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