Minas Gerais confirma 1ª morte por chikungunya

Da Redação
Minas Gerais confirmou a primeira morte por chikungunya neste ano. A vítima é uma idosa, com mais de 80 anos, que morava em Arceburgo, no sul de Minas. Ela apresentava comorbidades, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Até o momento, o cenário da doença no estado é o seguinte:
Casos notificados de chikungunya: 2.174
Casos confirmados: 1.637
Mortes em investigação: 1
Mortes confirmadas: 1
Dengue
Conforme os dados da secretaria, os casos da doença estão em queda, com o pico da curva tendo sido registrada, até o momento, no fim de janeiro.
Casos notificados: 22.710
Casos confirmados: 7.436
Mortes em investigação: 13
Mortes confirmadas: 2
Ambas as vítimas fatais são mulheres, entre 80 a 89 anos, com comorbidades.
Zika
Já a situação da zica é a menos preocupante até o momento:
Casos suspeitos de zika: 11
Casos confirmados de zika: 2
Mortes em investigação: 0
Mortes confirmadas: 0
Divinópolis
O cenário da dengue em Divinópolis é menos preocupante do que no ano passado, quando Minas Gerais vivia sua pior epidemia da doença. Em 2025, a cidade registrou 137 casos suspeitos, sendo 53 confirmados. Ao todo, 21 pacientes precisaram ser hospitalizados. Não há mortes confirmadas nem em investigação pela doença.
Bairros
Em relação à disseminação, o Centro lidera as ocorrências. Confira a lista:
Centro: 9
Bom Pastor: 7
Maria Peçanha: 7
Catalão: 6
Terra Azul: 6
Tietê: 6
Danilo Passos I: 5
Jardinópolis: 5
Santa Rosa: 5
Afonso Pena: 4
Davanuze: 4
São José: 4
Vacinação
A Prefeitura recebeu, no último dia 28, uma nova remessa de vacinas contra a dengue (Qdenga). As 757 doses recebidas serão direcionadas a crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, residentes em Divinópolis, que ainda aguardam para iniciar o esquema vacinal. Os critérios de elegibilidade dessa faixa etária são definidos pelo Ministério da Saúde, considerando o contexto epidemiológico no país e o quantitativo de doses disponíveis.
Para ampliar o acesso da população, o imunizante estará disponível em todas as unidades básicas de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e nas unidades do programa Saúde na Hora, das 18h às 21h. A Semusa reforça que a vacina também continua disponível para a aplicação da segunda dose para aqueles que já tomaram a primeira há três meses ou mais.
Para receber a vacina, é necessário que os adolescentes estejam acompanhados dos pais, mães ou responsáveis legais, portando a caderneta de vacinação. Crianças que não forem cadastradas na unidade básica de saúde deverão apresentar um documento com número de CPF ou cartão SUS, além de um comprovante de residência em Divinópolis.
Em relação a quem teve diagnóstico recente de dengue, a recomendação é aguardar seis meses após o início dos sintomas para iniciar o esquema vacinal. Caso a infecção ocorra após o recebimento da primeira dose, não há alteração no intervalo entre as aplicações, desde que a segunda dose não seja aplicada em um período inferior a 30 dias do início da doença.
A Semusa informa que mais de 2 mil usuários que tomaram a primeira dose (D1) não retornaram para tomar a segunda dose (D2). Além disso, Divinópolis, assim como vários municípios, foi classificado em ALTO RISCO para uma nova epidemia de dengue, sendo a vacinação uma das medidas mais eficazes e de melhor custo-benefício para a prevenção da doença.
Risco
Dados do primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) apontam que Divinópolis tem alto risco de epidemia de dengue em 2025. A pesquisa, feita entre 6 e 10 de janeiro, com 6.023 imóveis, em 169 bairros, mostra que o índice de infestação médio do município resultou em 6,6%, que significa “alto risco de epidemia”, segundo parâmetro técnico do Ministério da Saúde.
De acordo com o parâmetro técnico do Ministério da Saúde, o índice de infestação entre 0 e 0,9% é considerado baixo risco de epidemia. Entre 1 e 3,9% médio risco, situação de alerta. Acima de 4% possui alto risco de epidemia.
Chikungunya e zika
Em relação a chikungunya e zika, o cenário em Divinópolis é o seguinte:
Chikungunya
Notificados: 11
Confirmados: 2
Hospitalizações: 1
Óbitos: 0
Zika
Notificados: 0
Confirmados: 0
Hospitalizações: 0
Óbitos: 0
Diferenças
Dengue, chikungunya e zika são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. E, embora zika, chikungunya e dengue apresentem sinais clinicamente parecidos, como febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo), há alguns sintomas marcantes que as diferem. A principal manifestação clínica de chikungunya, por exemplo, são as fortes dores nas articulações, a artralgia. Essa artralgia pode se manifestar em todas as articulações, mas, em especial, nas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Na chikungunya, essas dores são decorrentes de um processo inflamatório nas articulações e podem ser acompanhadas de edemas e rigidez.
Também é possível haver esse tipo de dores na dengue e no zika, mas a diferença está, segundo especialistas, na intensidade da dor. Enquanto o paciente com dengue ou zika pode apresentar dores de leves a moderadas, o paciente infectado com chikungunya apresenta dores de nível elevado, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida. Na fase subaguda ou crônica da doença, as dores podem persistir por meses ou até mesmo anos, particularmente em pacientes mais velhos.
Com relação à febre, dengue e chikungunya são marcadas pela febre alta, geralmente acima de 39°C e de início imediato. Já os pacientes de zika apresentam febre baixa ou, muitas vezes, nem apresentam febre. Os sintomas relacionados ao vírus zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma. Mas uma manifestação clínica que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerada uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.
Outro sintoma que pode servir nos diagnósticos clínicos dessas doenças é a vermelhidão nos olhos. Enquanto a dengue provoca dores nos olhos, o paciente infectado com zika ou chikungunya pode apresentar olhos vermelhos, com uma conjuntivite sem secreção.
Com informações da Fiocruz.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
