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Saúde

Mutirão de limpeza contra a dengue segue hoje 

Por Bruno
Mutirão de limpeza contra a dengue segue hoje 

Lucas Maciel 

Com a chegada do período chuvoso, as ruas alagadas, o acúmulo de lixo e o aumento da umidade trazem não apenas transtornos para a população, mas também, riscos à saúde pública. Durante esta época, todo o cenário propicia a proliferação de algumas doenças, em especial, àquelas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. 

Foi pensando nisso, que a Prefeitura organizou para ontem e hoje, mutirões de limpeza, com o objetivo de eliminar criadouros e conscientizar a população sobre a importância da prevenção. Nesta segunda-feira, 18, a atividade iniciou na Vila Olaria e abordou ruas da região. 

Hoje, 19, mais algumas ruas serão contempladas. O objetivo, segundo a Prefeitura, é atender a região da rua Deputado Jaime Martins do elevado até a rua Monte Líbano, em detrimento do excesso de chuva das últimas semanas. 

O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), acompanhou as ações realizadas. Em entrevista ao Agora, ele refletiu sobre a importância do mutirão. 

— O principal objetivo é pedir a conscientização de toda a população para que a gente não passe por essa situação que passamos neste ano, de muitos casos de dengue, e a Prefeitura já está fazendo a sua parte — explicou. 

A expectativa é que pelo menos cinco caminhões com materiais sejam recolhidos em cada atividade. Os objetos incluem: recipientes plásticos, latas, bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas, dentre outros.

Participação 

A atividade é uma realização da Prefeitura de Divinópolis e conta com o envolvimento de diversas secretarias e entidades do município. 

A Defesa Civil passa pelos locais mapeando as casas e localidades com maiores riscos de queda, verificando as rachaduras e fazendo uma avaliação, junto da assistência social, que auxiliará os moradores, caso alguém precise sair do local. 

A Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) faz os trabalhos de tapa-buraco, podas de árvores, troca de lâmpadas, e limpezas, seja de vias ou redes pluviais. A Vigilância em Saúde, representando a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realiza a visita em casas que têm mais incidência de focos de dengue e faz a retirada dos materiais que podem favorecer a proliferação do mosquito. Enquanto isso, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico faz o mapeamento das pessoas com maior vulnerabilidade. 

Por fim, a Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop) auxilia na limpeza dos locais. 

O gerente de Manutenção Urbana de Divinópolis, Edison Fernandes, reforçou que todas estas ações visam prevenir doenças e também os estragos causados nos dias mais chuvosos. 

— Esta ação visa mapear os locais de mais risco no período chuvoso, além de retirar objetos que podem manter água parada nas residências. É um mutirão voltado não apenas para a dengue, mas para toda questão de vulnerabilidade que a região se encontra — contou o gerente.

Apesar desta atividade especial, as ações de combate a dengue são feitas ao longo de todo o ano, como lembrou Gleidson. 

— Não é só agora, nós fazemos isso durante todo o ano. Mas o nosso objetivo de fazer agora é antecipar as chuvas, porque sabemos que a questão da natureza sempre muda. Estamos vendo o volume de água caindo e essa operação é de prevenção — reforçou o prefeito. 

Casos

Os dados epidemiológicos do município, divulgados pela Prefeitura, mostram que até o dia 7 de novembro deste ano, Divinópolis já registrou 17.421 notificações de dengue. Destes, 14.625 casos foram confirmados e 14 pessoas morreram.

Além disso, mais de 700 casos de chikungunya foram confirmados, com 1 morte. Sobre a zika, foram 8 notificações, mas nenhuma confirmação. 

Médio risco

Foram apresentados na última semana, os dados do quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 28 a 31 de outubro em Divinópolis. 

A pesquisa, que foi feita em 169 bairros e passou por quase 6 mil imóveis, mostrou que o índice de infestação médio do município está em 3,9%, o que significa “médio risco de epidemia", conforme parâmetro do Ministério da Saúde (MS). 

Em nota, a Prefeitura destacou a importância dos cuidados. 

— Neste período chuvoso, enfatizamos a importância da população intensificar as vistorias nos quintais (no mínimo uma vez por semana), recolhendo recipientes que possam acumular água, eliminar água armazenada, retirar pratos dos vasos de planta e acondicionar pneus e garrafas em locais cobertos. Na ocorrência de algum sintoma da doença, procure atendimento médico — pontuou a assessoria. 

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