Deputado critica nova usina em Cajuru: péssimo para o turismo
Da Redação
O anúncio da instalação de três usinas solares flutuantes pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) no estado, sendo uma na área dos lagos da Barragem de Carmo do Cajuru, desagradou o deputado federal Domingos Sávio (PL). O parlamentar teme impacto negativo no turismo da região. Para expressar sua preocupação, ele se reuniu com a diretoria da Cemig, em Belo Horizonte.
No encontro, Domingos solicitou a reavaliação da decisão diante do “grande potencial turístico e econômico” da Barragem de Carmo do Cajuru. De acordo com ele, é necessário repensar essa decisão por parte da companhia, uma vez que a barragem é, hoje, um dos grandes potenciais turísticos e econômicos da região.
— É a principal fonte de renda para diversos empreendedores e trabalhadores da região. Temos trabalhado diariamente nos últimos anos para fomentar ainda mais o turismo na represa de Carmo do Cajuru, tomando todos os cuidados ambientais que prevê a legislação. Uma obra dessa complexidade é extremamente prejudicial ao turismo local — declarou.
Preocupações
O deputado também fez questionamentos referentes ao impacto ambiental da obra. Sávio contou estudar o assunto com frequência e reconhece a energia solar fotovoltaica como uma fonte limpa, a qual defende. No entanto, “tudo depende do lugar onde é implantada”.
— Na barragem de Cajuru, por exemplo, trará mais prejuízos do que benefícios. A região onde pretendem instalar as placas solares a lâmina d’água é relativamente pequena e ficará totalmente coberta, o que poderá trazer prejuízos ambientais e certamente trará enorme prejuízo paisagístico, prejudicando o turismo e a geração de emprego e renda para os trabalhadores regionais — argumentou.
O deputado espera que a Cemig reveja seu posicionamento e instale o projeto em outra localidade, “onde não haja grande impacto ambiental e social”.
— Estou totalmente aberto ao diálogo, que foi exatamente a forma que encontrei de expressar minha opinião à diretoria da Cemig. A economia de Carmo do Cajuru e região é dependente do turismo na Barragem, e precisamos fomentar esta área. Implantar essa Usina vai totalmente contrário aos nossos projetos e ideias — concluiu.
Proposta
A Barragem de Carmo do Cajuru foi selecionada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para o desenvolvimento de um projeto que tem como objetivo a construção de uma hidrelétrica flutuante.
Três usinas solares flutuantes estão sendo construídas em reservatórios de hidrelétricas da Cemig. O objetivo é trazer eficiência operacional para a companhia.
Os empreendimentos flutuantes serão implementados nos lagos das hidrelétricas Três Marias e Emborcação, além da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Cajuru. A ação já tem outorgas para implantação.
A operação deve começar a partir do início de 2025. A intenção é comercializar a energia via Cemig SIM, unidade da companhia dedicada à modalidade de geração distribuída.
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