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Política

Dia movimentado

Por Jornal Agora· 4 min de leitura
Dia movimentado

Foi assim o fim de semana na política com a realização de diversas convenções. Porém, não só a confirmação dos nomes. Em Minas Gerais, o assunto que começou na última quarta-feira, dominou as manchetes sábado e domingo: o impasse envolvendo o senador Cleitinho Azevedo e o Republicanos. Mesmo com informações desencontradas, a depender do veículo de comunicação, visto que nestes dias, era mais fácil falar com o papa do que com alguém do partido ou os nomes envolvidos no imbróglio. Ainda bem, que: quem tem fonte, tem tudo, se não fosse isso, seria impossível publicar alguma coisa. E não é somente a falta de posicionamento que é lamentável, neste episódio. Tem ainda os "cara de pau" que copia - vale lembrar que não é de hoje - copia as informações de notícias que são exclusivas e não tem a humildade de citar a fonte. O lado positivo desse "ctrl c, ctrl v", é que a gente sabe  quem é, ou melhor: quem são.

Realidade

Diante de divulgações aqui, outras ali, a única verdade, é que até o domingo à noite, não havia a confirmação por parte do Republicanos de Minas e nacional, de que Cleitinho seria o nome do Republicanos para a disputa ao Palácio Tiradentes, com o apoio do PL. Apesar das longas reuniões com seus presidentes, Euclydes Pettersen e Marcos Pereira, respectivamente, não se tinha chegado a um denominador comum. Um novo encontro nesta segunda-feira, 3, é que poderia haver esta definição, já que, fontes próximas dos envolvidos, ouvidas pelo Agora revelaram que para voltar atrás na decisão, o Republicanos impôs algumas condições a Cleitinho, e ele estaria resistente. Em se tratando de política, é possível imaginar quais seriam. E como quem conhece o senador de perto sabe que ele não se sujeita a questões duvidosas, ou que deixem margem para manchar sua conduta na vida pública, não há dúvidas de que o acerto emperre e pode ir até o último dia da convenção, esta quarta-feira, 5. Aguardemos o próximo capítulo.

Durou pouco

Caso o Republicanos recue, a movimentação de Marcelo Aro com partidos em Brasília para que ele lidere uma chapa ao Governo de Minas, com apoio do próprio Republicanos e PL, "cai por terra". Sem a  resposta definitiva de Cleitinho, o plano era arquitetado, tanto que foi dito ao governador Matheus Simões (PSD), por Aro, em reunião na última semana, quando sacramentou sua saída do governo, que ele articulava a construção da unidade das duas siglas em torno de seu nome ao Palácio Tiradentes. O que foi muito criticado por Simões posteriormente, em entrevista à Itatiaia, oportunidade em que afirmou que o ex-secretário tem um histórico de traições. Não somente as afirmações do governador geraram grande repercussão em Minas e fora das barreiras do Estado, mas tudo que envolveu a publicação da nota pelo Republicanos descartando o nome de Cleitinho. Talvez isso seja o motivo para a legenda voltar atrás e desembarcar Marcelo Aro do plano em tão pouco tempo.

Segue incompleta

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, teve sua candidatura confirmada neste domingo, 2, na convenção estadual do PSD, também na Assembleia Legislativa, como as demais. No entanto, sua chapa ainda segue incompleta. Ele teve apoio de interlocutores, deputados, mas seu vice continua uma incógnita. Nos bastidores é que a indicação será do Novo de Romeu Zema, conforme acertado anteriormente. Até o momento foram apresentados dois nomes: a vereadora por Belo Horizonte Fernanda Alto e o do ex-deputado federal Tiago Mitraud. Porém, até o fim da convenção não havia decisão sobre a escolha. O que deve ocorrer muito em breve, visto que o prazo é amanhã.

Já se garantiram

Para a disputa da principal cadeira do Executivo em Minas, além de Simões, outros nomes já oficializaram a corrida ao assento: Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB), Patrus Ananias (PT) e Túlio Lopes (PC do B). Líder nas pesquisas de intenção de voto desde a divulgação da primeira, Cleitinho ainda não estava garantido no processo até o fechamento desta coluna, por volta de meio-dia desta segunda, 3. Muito menos Marcelo Aro, que dependia do entrave entre o senador e o Republicanos. Cenário ainda confuso e, sem dúvida, o mais conturbado e recheado de indefinições da última década.


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