Dica para o consumidor é não cair na tentação das longas prestações
Jorge Guimarães
Nos dias atuais, apesar das baixas dos juros e do controle da inflação, o consumidor na hora da compra não deve comprar por impulso e sim pensar no custo benefício, a recomendação é de especialistas no assunto. Não é hora também de entrar no modismo, segundo eles, que é sempre passageiro, como frequentar aquele estabelecimento que acabou de inaugurar só porque seus amigos foram, ou no caso da mulher, comprar aquela roupa que nem sabe se vai usar e o destino com certeza será num canto do guarda – roupas. Hoje em dia para se manter um “status”, tem pessoas que se endividam até o pescoço, sem saber como pagar. Estes são apontados pelos especialistas como muitos motivos que levam a muitos endividamentos pessoais.
Juros
E na hora de fechar negócio é preciso ter muito cuidado nas parcelas, pois o juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 2,4 pontos porcentuais de novembro para dezembro do ano passado, informou ontem, o Banco Central. Com a alta, a taxa passou de 482,2% ao ano em novembro para 484,6% em dezembro. Esta é a maior taxa da série histórica do BC para o rotativo do cartão de crédito, iniciada em março de 2011. O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento de credito batendo até o cheque especial. No ano, a taxa do cartão de crédito rotativo teve alta expressiva de 53,2 pontos percentuais.
No caso do parcelado, no cartão de crédito, o juro caiu 1,6 ponto percentual, passando de 155,4% ao ano para 153,8% ao ano. Ainda no final do ano, o governo anunciou que as regras do crédito rotativo iriam mudar. A intenção é fazer com que, após um mês no rotativo, o cliente tenha sua dívida automaticamente transferida para o parcelado, que possui taxas de juros menores.
Armadilhas
Então, o aconselhado é não cair nas armadilhas dos sonhos consumistas dos dias atuais. Mas mesmo que a compra for inevitável, é preciso procurar efetuar o pagamento sempre, que possível, à vista, pois assim se pode negociar o preço e ainda ganhar um desconto. Mas, se for a prazo, é bom evitar os financiamentos longos, pois quanto maior o prazo, maior os juros.
— Um erro muito comum é a pessoa decidir pela compra olhando apenas o valor da prestação, sem saber quanto está pagando de juros. Hoje, o valor da prestação pode estar adequado ao orçamento, mas, futuramente, podem ocorrer outros gastos. Portanto, tem que haver planejamento nas compras a prazo, principalmente, se o prazo for muito longo — avalia o especialista em Finanças, Célio Tavares.
Consumidor
Inicio de ano sempre é um convite a tirar o escorpião do bolso. Praias, férias, carnaval e muitos convites para festas particulares, assim a tentação é grande e se não tomar cuidado o ano pode começar no vermelho para muitos.
— Este ano, cortei praia e carnaval. No mais estou mais light, sem muitas baladas, ficando mais em casa com a namorada ou com os amigos, assim a farra fica mais barata e, principalmente, segura, em se tratando de Divinópolis — revela o vendedor autônomo, Cristovão Almeida.
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