Transferência do Bolsa família cai em 2016

Pablo Santos
Os recursos do Bolsa Família repassados para Divinópolis caíram no ano passado. De acordo com os dados disponíveis no Portal da Transparência do Governo Federal, a queda foi de 16,27%, quando se confronta com 2015. Por mês, as famílias receberam, em média, R$ 87.
Em Divinópolis, recursos repassados para os assistidos em 2016 chegaram a R$ 4,1 milhões. 3.912 famílias divinopolitanas foram beneficiadas com os recursos provenientes do Bolsa Família. Ou seja, cada família recebeu por ano R$ 1,048, em média.
Já em 2015, o volume foi maior. Segundo os números do Portal da Transparência, foram repassados para os 4.155 assistidos R$ 5 milhões. Em média, cada família, recebeu em 2015, R$ 1,2 mil durante todo o ano, de acordo com o Portal da Transparência.
Quando se compara os recursos repassados em 2016 com o exercício anterior, o declínio no volume de recursos é de 16,27%.
Em Minas Gerais, o volume de recursos passados para as famílias também caiu. Números do Portal da Transparência, revelam repasses de R$ 1,9 bilhão em 2016, contra R$ 2 bilhões do exercício anterior.
No Brasil, o volume de recursos transferidos pelo Bolsa Família também revelou queda. Em 2015 foram R$ 27,6 bilhões e, no ano passado, R$ 26 bilhões, conforme o Portal da Transparência.
Programa
A população alvo do Bolsa Família é constituída por famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza.
As famílias extremamente pobres são àquelas que têm renda mensal de até R$ 85 por pessoa. As famílias pobres são às que têm renda mensal entre R$ 85,01 e R$ 170 por pessoa. As famílias pobres participam do programa, desde que tenham em sua composição gestantes e crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos.
Para candidatar ao programa, é necessário que a família esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com seus dados atualizados há menos de 2 anos.
Manter dados sempre atualizados é de extrema necessidade. É necessário informar à prefeitura qualquer mudança, como de endereço e telefone de contato e modificações na constituição de sua família, como nascimento, morte, casamento, separação e adoção.
O cadastramento é um pré-requisito, mas não implica na entrada imediata das famílias no programa, nem no recebimento do benefício. De acordo com o Governo Federal, mensalmente, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome seleciona, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas para receber o benefício.
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