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Divinópolis é premiada em Brasília com o ‘Brasil Sem Fome’ 

Divinópolis é premiada em Brasília com o ‘Brasil Sem Fome’ 

Da Redação

Divinópolis recebeu reconhecimento nacional com a conquista do “Prêmio Brasil Sem Fome”, entregue pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A solenidade foi realizada na última quarta-feira, 17, no Teatro Nacional, em Brasília.

A premiação marca a segunda conquista nacional do município no mês de dezembro, reforçando resultados recentes na área social. No dia 8 do mesmo mês, já havia sido contemplado com o Prêmio Nacional Simone Albuquerque pelo programa “Porta a Porta – Conhecer, Incluir e Proteger”, iniciativa que reconhece ações inovadoras da assistência social no enfrentamento à vulnerabilidade.

Reconhecimento nacional

O “Brasil Sem Fome” foi concedido durante solenidade que reuniu gestores públicos de todo o país para destacar experiências exitosas no enfrentamento à insegurança alimentar e nutricional. O objetivo é valorizar políticas públicas e ações concretas que contribuem para a redução da fome, fortalecem o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e ampliam o acesso ao direito humano à alimentação adequada, especialmente em territórios socialmente vulneráveis.

Divinópolis foi contemplada na categoria Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional, com o programa “Divinópolis Sem Fome”. A iniciativa é descrita como uma política pública estruturante que articula ações integradas entre assistência social, saúde, educação e agronegócios. O foco principal é garantir alimento de qualidade à população em situação de vulnerabilidade, promover dignidade e fortalecer a autonomia das famílias acompanhadas pela rede municipal.

Ações desenvolvidas

Entre as iniciativas que integram o programa estão o funcionamento do Banco de Alimentos, responsável pela concessão dos itens às famílias acompanhadas pelos serviços socioassistenciais, e o Restaurante Popular, que oferece refeições nutritivas a preços acessíveis. No campo da saúde, destacam-se iniciativas como incentivo ao aleitamento materno, acompanhamento nutricional e cuidado integral em todas as fases da vida.

O programa também contempla o monitoramento nutricional de beneficiários do programa “Bolsa Família”, a ampliação e qualificação da merenda escolar, a implantação do desjejum nas escolas municipais, a promoção de educação alimentar junto à comunidade escolar e o incentivo à agricultura familiar, com fortalecimento de feiras livres e estímulo à produção de alimentos saudáveis e sustentáveis.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Juliana Coelho, destacou que o reconhecimento nacional representa a consolidação de políticas públicas integradas voltadas à segurança alimentar.

— Esse prêmio representa o esforço coletivo de muitas mãos que trabalham diariamente para garantir que nenhuma família fique sem alimento na mesa. O “Divinópolis Sem Fome” é resultado da união entre políticas públicas, rede socioassistencial e agricultura familiar, sempre com foco na dignidade, no cuidado e no direito humano à alimentação adequada — afirmou. 

Números

De acordo com dados divulgados pela Prefeitura de Divinópolis, 480 famílias deixaram a condição de pobreza ou baixa renda em 2025 após ações voltadas ao fortalecimento do acompanhamento social e inclusão produtiva.

Os avanços registrados no município são divulgados no mesmo período em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta, na Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2025, melhora significativa nos indicadores sociais de Minas Gerais. O levantamento aponta redução da pobreza e consolidação de trajetória de recuperação após os impactos da pandemia.

A Síntese de Indicadores Sociais analisa fatores como condições de vida, pobreza monetária, desigualdade, mercado de trabalho e educação. A pesquisa utiliza parâmetros do Banco Mundial para definição de pobreza, considerando como pobres os domicílios com renda per capita inferior a US$ 6,85 PPC por dia — cerca de R$ 695 mensais — e como extremamente pobres aqueles com renda até US$ 2,15 PPC por dia, aproximadamente R$ 218 mensais.

No caso mineiro, a proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza caiu de 19,9% em 2023 para 16,8% em 2024, redução que representa cerca de 581 mil pessoas que passaram a viver acima desse limite. A extrema pobreza permaneceu em 2,2%, repetindo o menor patamar da série histórica. O cenário contrasta com 2021, quando a pobreza em Minas Gerais superou 31% durante o período mais crítico da pandemia.

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