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Fabiano Cazeca apresenta projeto para que Estado arque com despesas jurídicas gratuita

Fabiano Cazeca apresenta projeto para que Estado arque com despesas jurídicas gratuita

Menos de dois meses após sua posse, o deputado federal Fabiano Cazeca (PRD) já apresenta projetos de lei no Congresso. Um deles é o 6571/2025, que promove alterações redacionais no Código de Processo Civil, Estatuto da Advogacia, Consolidação das Leis do Trabalho e Lei dos Juizados Especiais. A proposta prevê que o Estado arque com despesas processuais, honorários sucumbenciais e periciais nos casos envolvendo beneficiários da justiça gratuita, garantindo remuneração digna a advogados e peritos, sem comprometer o direito constitucional do cidadão ao Judiciário.

No texto, o deputado reconhece a importância da gratuidade da justiça, mas cita um “ônus desproporcional à parte vencedora”. A proposta estabelece que, se o beneficiário da justiça gratuita for condenado, o Estado ou a União (a depender de cada caso) deve arcar imediatamente com todas as despesas processuais a título de custas, honorários sucumbenciais ou periciais. 

— Isso garante a remuneração digna do advogado e do perito, bem como a exercício do comando sentencial e reembolso de despesas à parte judicialmente declarada em êxito — aponta o parlamentar em sua justificativa. 

Sem prejuízos 

Em contrapartida, para proteger o erário, institui-se a sub-rogação nos direitos do credor. Assim sendo, o Estado paga ao profissional privado e assume a posição de credor do beneficiário. A suspensão da exigibilidade permanece em vigor, contudo em operação entre Estado e Beneficiário, e não mais em prejuízo do advogado ou da parte vencedora. Caso o beneficiário recupere sua capacidade financeira dentro do prazo legal (cinco anos no Civil, dois anos no Trabalhista), o Estado, agora titular do crédito, poderá executar a dívida, ressarcindo os cofres públicos.

Para que o Estado arque com os pagamentos, Cazeca sugere a criação do Fundo de Garantia para o Acesso à Justiça (Fugaj). 

— Este Fundo poderá ser alimentado por percentual das custas judiciais e emolumentos extrajudiciais recolhidos nos processos onde não há gratuidade, criando um sistema solidário e autossustentável — destaca.

Início de mandato

Para Fabiano Cazeca, o início do mandato tem sido marcado pelo compromisso com uma atuação técnica e responsável. 

— Legislar é transformar problemas concretos em soluções jurídicas viáveis, com impacto direto na vida das pessoas. Esse é o norte do nosso trabalho desde os primeiros dias —concluiu. 

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