Divinópolis fecha agosto com saldo positivo de empregos
Ao longo do mês, foram registradas 3.128 admissões e 3.075 desligamentos

Divinópolis encerrou agosto com saldo positivo de 53 vagas de emprego com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Depois de iniciar 2026 com desempenho positivo na geração de empregos formais e enfrentar uma retração em abril, quando perdeu 133 postos de trabalho, o município voltou a apresentar saldos positivos nos últimos meses.
Ao longo do mês, foram registradas 3.128 admissões e 3.075 desligamentos. O resultado representa a recuperação diante do cenário observado nos meses anteriores e reforça a retomada gradual do mercado de trabalho local.
Comércio e serviços
Entre os principais setores da economia de Divinópolis, comércio e prestação de serviços foram os responsáveis pelos melhores resultados em agosto.
O comércio contabilizou 975 contratações e 856 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 119 vagas formais. Já o setor de serviços registrou 1.419 admissões e 1.301 demissões, com a abertura de 118 postos de trabalho.
Na outra ponta, indústria e construção civil tiveram desempenho negativo. A indústria registrou 519 admissões e 631 desligamentos, fechando o período com saldo negativo de 112 postos de trabalho. Na construção civil, foram 185 contratações contra 266 desligamentos, resultando na perda de 81 vagas.
Segundo o economista Lázaro Ribeiro, o desempenho do comércio e da prestação de serviços foi suficiente para compensar as perdas registradas pelos demais segmentos.
— A expectativa é de que, com o fortalecimento da atividade econômica e a continuidade dos investimentos, os diferentes setores possam contribuir de forma mais equilibrada para a criação de vagas, consolidando um mercado de trabalho mais sólido e sustentável nos próximos meses — avaliou.
Cautela
Apesar dos números positivos, o mercado ainda exige cautela. Isso porque o crescimento do emprego formal tem sido sustentado, principalmente, pelo setor de prestação de serviços, enquanto segmentos importantes da economia, como comércio, indústria, construção e agro, ainda demonstram dificuldades para ampliar o quadro de funcionários ou apresentam desempenho abaixo do esperado.
Especialistas avaliam que a recuperação do mercado de trabalho precisa ocorrer de forma mais equilibrada entre os diversos setores para garantir maior estabilidade econômica.
— A concentração da criação de vagas em apenas um ou outro segmento torna o cenário mais vulnerável a oscilações, especialmente diante das incertezas econômicas nacionais e da redução do ritmo de investimentos — pontuou Ribeiro.
Região
O comportamento do mercado de trabalho também foi diferente entre os principais municípios da região. Itaúna apresentou o maior saldo entre as cidades citadas, com 1.435 admissões e 1.263 desligamentos, resultando na criação de 172 vagas. A prestação de serviços liderou o resultado, com saldo positivo de 72 postos.
Pará de Minas também registrou desempenho positivo. Foram 1.398 contratações e 1.304 desligamentos, com saldo de 94 novas vagas. A indústria foi o principal destaque, responsável pela abertura de 75 postos de trabalho.
Já Nova Serrana apresentou resultado negativo. O município registrou 1.311 admissões e 1.595 desligamentos, encerrando o período com saldo negativo de 284 vagas. A indústria respondeu pela maior parte da retração, com o fechamento de 203 postos.
— O cenário reforça a importância de políticas de incentivo aos investimentos, fortalecimento da atividade produtiva e estímulo à geração de empregos, contribuindo para um crescimento mais equilibrado e sustentável em toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais — define Ribeiro.
Saldo positivo
Em Minas Gerais, o mercado de trabalho também apresentou resultado positivo. O Estado registrou 242.639 admissões e 232.604 desligamentos, com saldo de 10.035 novas vagas formais. A prestação de serviços foi responsável pela maior abertura de postos, com 9.899 vagas.
O agronegócio, entretanto, apresentou saldo negativo no Estado, com o fechamento de 7.340 postos de trabalho no período.
No Brasil, foram registradas 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos, resultando na criação de 165.827 vagas com carteira assinada. Assim como em Minas Gerais e em Divinópolis, a prestação de serviços foi um dos principais motores da geração de empregos, com saldo positivo de 110.346 postos.
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