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Economia

Divinópolis fecha agosto com saldo positivo de empregos

Ao longo do mês, foram registradas 3.128 admissões e 3.075 desligamentos

Por Jorge Guimarães · Colunista· 3 min de leitura
Divinópolis fecha agosto com  saldo positivo de empregos

Divinópolis encerrou agosto com saldo positivo de 53 vagas de emprego com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Depois de iniciar 2026 com desempenho positivo na geração de empregos formais e enfrentar uma retração em abril, quando perdeu 133 postos de trabalho, o município voltou a apresentar saldos positivos nos últimos meses.

Ao longo do mês, foram registradas 3.128 admissões e 3.075 desligamentos. O resultado representa a recuperação diante do cenário observado nos meses anteriores e reforça a retomada gradual do mercado de trabalho local.

Comércio e serviços

Entre os principais setores da economia de Divinópolis, comércio e prestação de serviços foram os responsáveis pelos melhores resultados em agosto.

O comércio contabilizou 975 contratações e 856 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 119 vagas formais. Já o setor de serviços registrou 1.419 admissões e 1.301 demissões, com a abertura de 118 postos de trabalho.

Na outra ponta, indústria e construção civil tiveram desempenho negativo. A indústria registrou 519 admissões e 631 desligamentos, fechando o período com saldo negativo de 112 postos de trabalho. Na construção civil, foram 185 contratações contra 266 desligamentos, resultando na perda de 81 vagas.

Segundo o economista Lázaro Ribeiro, o desempenho do comércio e da prestação de serviços foi suficiente para compensar as perdas registradas pelos demais segmentos.

— A expectativa é de que, com o fortalecimento da atividade econômica e a continuidade dos investimentos, os diferentes setores possam contribuir de forma mais equilibrada para a criação de vagas, consolidando um mercado de trabalho mais sólido e sustentável nos próximos meses — avaliou.

Cautela

Apesar dos números positivos, o mercado ainda exige cautela. Isso porque o crescimento do emprego formal tem sido sustentado, principalmente, pelo setor de prestação de serviços, enquanto segmentos importantes da economia, como comércio, indústria, construção e agro, ainda demonstram dificuldades para ampliar o quadro de funcionários ou apresentam desempenho abaixo do esperado.

Especialistas avaliam que a recuperação do mercado de trabalho precisa ocorrer de forma mais equilibrada entre os diversos setores para garantir maior estabilidade econômica.

— A concentração da criação de vagas em apenas um ou outro segmento torna o cenário mais vulnerável a oscilações, especialmente diante das incertezas econômicas nacionais e da redução do ritmo de investimentos — pontuou Ribeiro.

Região

O comportamento do mercado de trabalho também foi diferente entre os principais municípios da região. Itaúna apresentou o maior saldo entre as cidades citadas, com 1.435 admissões e 1.263 desligamentos, resultando na criação de 172 vagas. A prestação de serviços liderou o resultado, com saldo positivo de 72 postos.

Pará de Minas também registrou desempenho positivo. Foram 1.398 contratações e 1.304 desligamentos, com saldo de 94 novas vagas. A indústria foi o principal destaque, responsável pela abertura de 75 postos de trabalho.

Já Nova Serrana apresentou resultado negativo. O município registrou 1.311 admissões e 1.595 desligamentos, encerrando o período com saldo negativo de 284 vagas. A indústria respondeu pela maior parte da retração, com o fechamento de 203 postos.

— O cenário reforça a importância de políticas de incentivo aos investimentos, fortalecimento da atividade produtiva e estímulo à geração de empregos, contribuindo para um crescimento mais equilibrado e sustentável em toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais — define Ribeiro.

Saldo positivo

Em Minas Gerais, o mercado de trabalho também apresentou resultado positivo. O Estado registrou 242.639 admissões e 232.604 desligamentos, com saldo de 10.035 novas vagas formais. A prestação de serviços foi responsável pela maior abertura de postos, com 9.899 vagas.

O agronegócio, entretanto, apresentou saldo negativo no Estado, com o fechamento de 7.340 postos de trabalho no período.

No Brasil, foram registradas 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos, resultando na criação de 165.827 vagas com carteira assinada. Assim como em Minas Gerais e em Divinópolis, a prestação de serviços foi um dos principais motores da geração de empregos, com saldo positivo de 110.346 postos.


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