Divinópolis mais fechou do que abriu empresas em 2016

Jorge Guimarães
O ano que passou foi para muitos estabelecimentos comerciais, sendo muitos tradicionais, a hora de dar adeus aos seus clientes e amigos e encerrar suas atividades, para voltar, quem sabe, em breve. Apesar da crise econômica e política, pela qual o país passou em 2016, manter um negócio nunca foi fácil, é preciso sempre estar se atualizando no mercado para permanecer nele. Esta é opinião de especialistas no assunto.
Porém, não são todos os empreendedores que conseguem manter suas empresas. E com a crise vem o desemprego, o que leva muitos trabalhadores a se arriscarem em montar seu próprio negócio. E se não conhecer o mercado, e não houver um planejamento, está começando pelo caminho errado e fadado a fechar seu negócio em um curto período. É o que mostram pesquisas.
Este fator aliado à crise, tem sido o maior motivo fechamento de muitas empresas, nos últimos anos. Muitas que não possuíam planejamento financeiro acabaram lacrando as portas. Para tanto planejamento financeiro é indispensável para que sua empresa cresça saudável, forte suficiente para enfrentar uma crise.
Números
Em Minas Gerais, segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), 39.987 empresas foram abertas em 2016, uma queda de 4% em comparação ao mesmo período de 2015 com 41.839 empreendimentos formalizados. Apesar do viés negativo, os dados apontam que houve crescimento, por exemplo, da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) em 15% com 6.866 formalizações enquanto, em 2015, foram registradas 5.780 empresas.
As Limitadas registraram, a exemplo do ano anterior, o maior número de aberturas, 18.675 constituições, seguido de Empresário 14.171. Por segmento, o setor de serviços foi responsável por 23.377 formalizações no estado, seguido do comércio 13.615 e indústria com 2.295 empreendimentos abertos em 2016.
Extintas
Por outro lado, o número de extinções em Minas Gerais cresceu 26% no período comparado. Em 2016, 36.365 empresas fecharam as portas e 26.989 no ano anterior. As Limitadas que mais encerraram as atividades com 20.377 extinções, em sequência, Empresário com 14.694 encerramentos. O comércio registrou maior impacto, com 17.575 extinções, logo atrás o setor de serviços com 15.463 encerramentos e, por último, 3.597 indústrias fechadas.
Divinópolis
A crise que paralisa a economia brasileira também deixou um rastro de empresas desativadas em Divinópolis. Segundos dados da Jucemg, no decorrer de 2016 foram constituídas 551 empresas na cidade, sendo o mês de setembro o que mais gerou inscrições num total de 65. Na contra mão, foram extintas 613, sendo o mês de novembro o campeão com um total de 69. Para tanto, na soma geral, Divinópolis, no ano de 2016, teve mais extinções, 62 a mais, do que constituições de empresas.
Para o economista Anderson Gonçalves são várias as causas para que o empreendedor venha fechar sua empresa.
— Dentre as inúmeras causas, sito três delas que acho de fundamental importância. A primeira delas é a falta de planejamento para se ter um capital de giro, o que acarreta a falta de controle do fluxo de caixa, porque nem sempre o cliente paga à vista. E o comportamento do empresário é de suma importância no desenvolvimento de sua empresa, mas para isso, ele não deve misturar a pessoa física com a jurídica, que quase sempre é um pecado mortal. Para se ter uma retirada pró-labore, o gestor teria que fazer uma pesquisa para ter uma ideia de qual seria este valor de mercado, para depois então equiparar sua retirada. Caso contrário, ele estaria sangrando sua empresa e depois coloca a culpa no governo — explica o economista.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
